A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 05/07/2021

No longa-metragem “O mínimo para viver”, a protagonista Lily Collins convive com anorexia, para se encaixar no padrão de beleza imposto pela sociedade. Fora dos tablados da ficção, milhares de pessoas sofrem com distúrbios alimentares e doenças psicológicas que, geralmente, são resultados de comparações entre si e fotos de outras pessoas nas redes sociais. No entanto, nem sempre o que está a tela condiz com a realidade. Sob esse viés, faz-se necessário compreender as consequências da manipulação de imagens no ambiente cibernético à saúde mental.

Nessa perspectiva, em prol de solucionar o problema, é fundamental entender o motivo que leva as pessoas a manipularem suas fotos com uso de filtros e aplicativos de edição. Desta forma, de acordo com o sociólogo Émile Durkheim, é por meio do fato social em que se fundamenta as relações do indivíduo e o coletivo determinadas pela coercitividade, generalidade e exterioridade. Dessarte, os internautas são limitados a seguirem as tendências propostas pela sociedade, caso contrário, serão excluídos dos grupos sociais. Ademais, essa busca infindável por um ideal inexistente faz com que essas pessoas recorram às máscaras proporcionadas pelo ilusório mundo virtual, subordinando as pessoas a um grande desgaste emocional.

Por conseguinte, a grande idealização da vida nas redes sociais dissimula problemas reais. Sob esse viés, uma pesquisa feita pela Academia Americana de Cirurgia Plástica e Reconstrutiva Facial, em 2017, mostrou que 55% dos cirurgiões relataram ter visto pacientes que queriam alterar suas aparências para melhorar suas fotos. Ou seja, algo que começou com filtros, evoluiu para cirurgias. No entanto, as consequências vão além. Assim, problemas como depressão, ansiedade, bulimia e anorexia associados à aparência, estão cada vez mais presentes na sociedade.

Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para solucionar o impasse. Sendo assim, cabe ao Ministério da Tecnologia elaborar uma campanha que aborde o tema de falsa imagem no mundo digital, publicada por meio das mídias sociais dos estados brasileiros e reforçada nas instituições escolares, através de palestras reuniões e debates com psicólogos, afim de reestruturar os princípios críticos e padronizados do fato social. Somente assim, o cenário vivenciado por Lily Collins será apenas fictício.