A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 07/07/2021
Os aplicativos de mídias sociais na atualidade são considerados importantes para o processo comunicativo. Contudo, a banalização deste meio de comunicação advém de empregabilidades incorretas. Além disso, a manipulação de imagens nas redes sociais afetam seus usuários e, não se dispõe a dimensão do quão negativo é essa influência. Desse modo, esta distorção de imagem e o seu uso indevido prejudicam a saúde mental, a autoestima e o convívio social, dos indivíduos.
Precipuamente, no livro, Feios é apresentado um mundo, onde as pessoas são preparadas até os 16 anos para tornar-se “perfeitas”, a obra releva uma realidade utópica de beleza. Fora da ficção, encontra-se em um ambiente análogo ao do livro e são as redes sociais. Ademais, nela constantemente, é propagada a utilização de filtros que distorcem a imagem e pré-determina um padrão de beleza de perfeição inatingível, que levam os usuários a se submeterem a procedimentos estéticos. Consoante, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, nos últimos dez anos, houve um aumento de 141% nos procedimentos entre jovens de 13 a 18 anos, causados por um transtorno que tem o objetivo de ficar semelhante aos filtros, denominado Dismorfia do Snapchat, por especialistas e estudiosos.
Outrossim, o documentário “O dilema das redes sociais”, da plataforma de streaming Netflix, explana que as redes sociais foram criadas com o propósito de atrair quem a consome para passar o máximo de tempo dos seus dias nela, em vista disso há interferência no convívio em sociedade. Segundo a psicóloga Nelma Aragon, diretora do Instituto de Psicologia Social Pichon-Riviére, diz que “O indivíduo isolado não existe, mesmo quando estamos sós os outros nos acompanham internamente”, posto isto, a sociabilidade é necessária para o bem-estar psíquico do ser humano, pois coopera para a diminuição do desenvolvimento de doenças mentais como depressão e ansiedade.
Destarte, é premente que transcorram intervenções nesta situação. Assim sendo, o Ministério da Saúde (MS) em conjunto com os meios de comunicação social devem inserir publicações e anúncios com pessoas que representem a sociedade, e, não apenas, com pessoas dentro do “padrão”, assim os indivíduos irão se identificar com os anunciantes, e reduzirá o número de procedimentos. Além do mais, o Ministério da educação (MEC) junto a MS e as redes sociais precisam usar as escolas para alertar pais e alunos, com aulas e palestras de psicólogos, sobre os efeitos do uso excessivo das redes sociais. Dessa forma, haverá um controle maior dos pais sobre os filhos e os meios de comunicação, como também, poderão incentivar os alunos a estudar com maior vigor, ao invés de perder tempo nessas plataformas. Então, essas medidas contribuirão para uma melhor convivência social e pessoas mentalmente mais saudáveis.