A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 02/07/2021
“Romper com modelos estéticos atrelados à volorização exclusiva de formas idelizadas”. Esse foi o intuito do Cubismo, Vanguarda artística em voga na França do século XX, que, ao incorporar inovações urbanas e industriais às obras, viabilizou a revolução nos setores das artes literária e plástica. Na contemporaneidade, o modelo de antagonismo à perfeição, amplamente registrado no estilo cubista, é contrariado pela manipulação ascendente de imagens nas redes sociais. A partir desse víes, é crucial analisar a origem desse caráter manipulador exposto pelos aplicativos de socialização vitual, bem como o seu impacto, vinculado, sobretudo, à saúde mental dos usuários.
Com efeito, é válido postular que a propagação de modelos midiáticos, erroneamente baseados na existência exclusiva de aspectos positivos, fomenta a busca incessante pela autovalorização nesses meios e, por conseguinte, a alteração dos perfis individuais. Isso se dá uma vez que, assim como definido pelo filósofo francês Guy Debort, na “sociedade do espetáculo” - organização social pautada pela valorização de modelos estéticos da mídia - as massas sociais, hoje, anseiam pala inclusão dentro do perfil dos exaltados e abandono do título de espectadores. Dessa forma, estimuladas pela adesão à perfeição inalcançável, as generalidades populacinais manipulam fatos espotâneos e os transformam em “padronizados”, para que, assim, sejam enaltecidas.
Convém pontuar, ainda, a expansão de patogenias pscicológicas vinculadas à inadequação às imagens manipuladas nas redes de comunicação. Isso ocorre porque, bem como exposto pelo filósofo Noam Chomsky, o caráter coercitivo da política estadunidense do “Big Stick” é, atualmente, de modo subliminar, exercido pela mídia. Sob tal ótica, é nítido que, a admiração diante dos moldes idealizados de origem midiática em detrimento da individualidade pessoal, fomenta a caricaturização das diferenças e, de modo consecutivo, problemas como depressão e ansiedade. Tal fato é ratificado, segundo a Instituição de Saúde Pública do Reino Unido, pelo aumento de 70%, nos últimos 25 anos, das taxas de ansiedade e depressão no caso de pessoas da geração Z, ou seja, marcadas pelo acesso autônomo à internet.
Em suma, urge promover a alteração dessa prerrogativa. Com o objetivo de mitigar os índices de doenças psicológicas, intriscecas à manipulação de imagens, é mister ampliar a valorização da pluralidade entre os indivíduos. Tal medida será concretizada por intemédio da propagação, pelos mecanismos publicitários - nitidamente em ascensão - de “Campanhas para Todos”, isto é, baseadas na inexistência de padrões estéticos e no apoio mútuo entre os cidadãos. Assim, a tendência cubista associada ao rompimento da perfeição pautará a realidade contemporânea.