A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 05/07/2021
É fato que o novo milênio trouxe novas problemáticas, quer dizer, credibilizou questões antes veladas como, por exemplo a saúde mental. Certamente, as tecnologias mexeram de fora profunda com a mentalidade das pessoas que, padecem por não saberem lidar de forma saudável com elas. Nesse sentido, o século atual e suas novidades tecnológicas têm atuado exageradamente, junto com figuras públicas, numa padronização estética de pessoas, em virtude do crescimento do mercado da beleza, que visa unicamente o lucro.
Em primeira análise, o século vinte e um popularizou muitas descobertas sobretudo, na medicina e na tecnologia. Nesse sentido, a proliferação das redes sociais na última década tem tido papel fundamental na influenciação dos usuários em relação a procedimentos estéticos. De certo, este fato se revela com o exemplo das Irmãs Kardashians que, impuseram na soceidade um padrão de beleza a parti das inúmeras plásticas. Ou seja, atitudes como a dessas mulheres inviabilizam o processo de autoaceitação sobre a aparência e gera um problema de saúde mental generalizado na sociedade, visto que, é fruto do sentimento de comparação que, nesse sentido provoca um ideal de perfeição que deve necessariamente ser alcançados para uma suposta “felicidade efetiva”.
Além disso, a manipulação visual de imagens gera uma busca por procedimentos e produtos organizados pelo mercado da estética que, nos últimos dez anos cresceu quase 600% no Brasil segundo o blog Vind. Nesse interim, é mais uma vez revelado que o que vigora é o lucro em detrimento da saúde, em outras palavras, empresas investem pesado em propagandas, para alcançarem os diversos públicos, com promessas de uma aparência perfeita, que muitas vezes são totalmente manipuladas com fotoshops, produzindo um estereótipo de perfeição. A questão é que, quem não consegue acesso a tais mecanismos entra imediatamente em processos de frustação e incapacidade, gerados pela comparação que, afeta diretamente a autoestima que pode gerar ansiedade e até mesmo transtornos de severos relacionados à imagem corporal.
Em conclusão, de acordo com os argumentos supracitados, as manipulações de imagens geram comparações e sucessivamente problemas psicológicos. Portanto, urge que o Ministério da Cidadania juntamente com o Mistério da saúde, como responsáveis pelas relações sociais e saúde pública, intervenham nas campanhas publicitárias, com a instituição de uma ordem de obrigações em relação a veracidade da ação dos produtos do mercado da estética, que quando não cumpridas gerem consequências financeiras aos empreendimentos, com o intuito de ordenar e impor limites nas manobras executadas e consequentemente produzir uma sociedade mais psicoesclarecida.