A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 07/07/2021

O advento da internet e o surgimento das redes sociais,  possibilitaram um aumento da capacidade da manipulação de imagem, com a utilização de edição de fotos e adição de filtros disponíveia a todos em seu próprio celular. Com isso, verifica-se a criação de um padrão estético irreal e inalcançável, que gera malefíceos à saúde mental de grande parte da população, principalmente de jovens, assim refletidos na popularização de cirurgias plásticas e aumento dos transtornos alimentares.

Em primeiro momento, é válido destacar o crescimento das cirurgias plásticas em todo o mundo. Na música “Mr. Potato Head”, a cantora americana Melanie Martinez critica a realização de cirurgias plásticas e o comportamento da sociedade em relação à essa questão, trazendo a tona o questionamento do ditado popular “a beleza dói”. Sob essa ótica, na atual conjuntura brasileira, verifica-se a popularização e normalização de lipoaspirações e harmonizações faciais como meio de alcançar o padrão corporal incentivado pelas redes sociais, procedimentos esses, que não geram benefícios algum à saúde, sendo apenas estéticos. Além disso, parte dos tais, são procedimentos novos, em que não se tem conhecimento de consequências futuras, podendo ou não ocasionar malefíceos àqueles que realizaram.

Ademais, é cabível frisar o aumento dos transtornos alimentares, ocasionado pela manipulação de imagem nas redes sociais. O filme “O mínimo para viver” da Netflix relata a luta de uma jovem adulta para superar a anorexia nervosa, demonstrando os limites da necessidade doentia de alcançar o padrão corporal estabelecido na sociedade. Nesse sentido, verifica-se como a constante comparação entre indivíduos pode afetar a saúde mental, física e a visão da própria imagem, destacando o padrão irreal estabelecido com tal manipulação. Assim, evidenciando o desenvolvimento de doenças como o Transtorno Dismórfico Corporal, no qual os indivíduos acreditam ter defeitos físicos que não existem ou veem seu corpo de forma distorcida da realidade.

Portanto, é possível observar os malefícios da manipulação de imagem na saúde mental. Assim, para a redução dos tais, cabe ao Ministério da Saúde, através das mídias sociais, a promoção de conteúdos, como posts e vídeos, que levem ao conhecimento dos indivíduos que as utilizam, a seriedade e explicações sobre os transtornos alimentares e os perigos reais que envolvem as cirurgias plásticas e os motivos pelos quais essas não devem ser normalizadas. Assim, almeijando uma maior auto-aceitação na sociedade e em consequência a diminuição dos procedimentos estéticos e dos tais problemas alimentares.