A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 02/07/2021

Durante a escola literária denominada “Romantismo” no Brasil, autores como Gonçalves Dias escreveram sobre a terra tupaniquim de maneira idealizada, procurando sempre retratar o belo. Trazendo essa perspectiva para os dias atuais, percebe-se que a sociedade continua a buscar a perfeição quando se observa a manipulação exacerbada de imagens nas redes sociais, e os consequentes malefícios que ela traz à saúde mental. Sendo assim, é imperiosa a busca pela resolução dessa problemática.

Em primeira análise, vale lembrar que o conceito de “perfeição” vem de algo utópico, ou seja, algo inalcançável, que beira o divino. Nesse sentido, os usuários da internet, que hoje já ultrapassam 70% da população brasileira segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, se frustram ao tentarem corresponder aos padrões de beleza tão idealizados pela mídia. Desse modo, o indivíduo fica preso em um ciclo de insatisfação constante, afetando gravemente sua saúde mental. Pois já dizia Fernando pessoa: “Arre, estou farto de semideuses”.

Ademais, vale ressaltar que a geração Z é a parcela da população mais afetada por distúrbios de imagem causados por pressão das redes sociais. Isso pois, ela já cresceu após a 4° Revolução Industrial, ou seja, em um meio predominantemente digital, sendo mais acessível tanto estar exposto a conteúdos apelativos, quanto à manipulação de suas próprias imagens e vidas na internet. Sendo assim, faz-se necessária a devida conscientização e alerta sobre os gatilhos mentais e vícios que podem ser desencadeados por uma deformação desnecessária da realidade.

Diante de tal exposto, é válido que o Governo, juntamente com o Ministério da Saúde, por serem responsáveis por elaborar políticas púbicas acerca do tema, conscientizem a população sobre os riscos que a manipulação da imagem na internet pode trazer às pessoas. Além disso, deve-se dar assistência psicológica aos afetados pelo problema, a partir de investimentos públicos e campanhas de atendimento gratuito, com o fito de ensinar a população a usar a tecnologia a seu favor, não contra.