A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 03/07/2021

O preço pela perfeição é uma série publicada pela netflix, na qual adolescentes vivem em prol de uma escola de balé e se submetem a seguir os padrões expostos pelos seus tutores, alguns adquirem bulimias pela tentativa do corpo ideal. Saindo da ficção, é perceptível que assim como no seriado, atualmente a cobrança pela aparência perfeita tem adoecido a sociedade que busca incansavelmente pelo intangível, isso porque através de conteúdos digitais são vistas pessoas que aparentam se encaixarem nesse projeto. A partir dos fatos abordados, entende-se o porquê da manipulação da imagem nas redes sociais trazerem malefícios á saúde mental, além das consequências que provocam danos irreparáveis.

É válido ressaltar, primeiramente que a geração z, nascida entre mil novescentos e novanta e quatro e dois mil e dez, é considerada a mais bombardeada por informações na atualidade. Isso porque mais de 70% da população teve acesso desde criança a conteúdos que informam padrões de comportamento e estilo de vida ideal a ser seguido, segundo o IBGE. Tal recorrência tem influenciado de forma progressiva imagens de pessoas distorcidas da realidade nas redes sociais através de filtros que tiram imperfeições corporais e mostram uma imagem simétrica fictícia. Dessa forma a aceitação pessoal torna-se cada vez mais distante.

Nota-se, em paralelo a isso que os problemas irreparáveis são causados pela sociedade do espetáculo, dito pelo sociólogo francês Guy Debord, mediada por imagens, na qual a lógica do mercado determina o cotidiano. Tal fato tem relação com a perda da privacidade, devido à exposição desenfreada nos conteúdos digitais, além das doenças mentais como depressão e distúrbios de imagens. Percebe-se que clínicas de estéticas têm sido cada vez mais procuradas por jovens que se viciam em procedimentos com o intuito de chegar ao tão sonhado padrão de beleza considerado socialmente ideal. Através do não alcance são geradas frustrações e sentimentos de insuficiência e não pertencimento global.

Portanto, é lícito postular que o conceito de vida perfeita e de imagens irreais tem adoecido mentalmente a população. Percebe-se portanto que as redes sociais devem ser usadas de forma consciente e não como uma representação de uma realidade que não existe. Tal fato deve ser impulsionado por digitais influenceres, pessoas que influenciam um grupo com o seu estilo de vida, opiniões e hábitos pela internet, nos quais devem mostrar suas dificuldades e retirarem esse rótulo de vida perfeita, através de aplicativos como Intagram e Tik tok. Através disso, as pessoas perceberão que não é preciso ter a vida perfeita, mas sim ser melhor a cada dia.