A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 05/07/2021

Na série Black Mirror, no primeiro episódio da terceira temporada, uma mulher vive em uma sociedade em que a quantidade de curtidas que tem na internet é muito mais importante do que sua personalidade. Fora da ficção,a realidade não destoa, muitas pessoas fazem uma vida falsa nas redes sociais, recorrendo até a filtros e aplicativos para deixar a aparência mais parecida com o que é considerado perfeito, apenas para ganhar a aprovação e “likes”. Tomando com base esse viés, é válido entender como a utilização excessiva da internet pode afetar a saúde mental dos jovens e ainda discutir como o uso de filtros potencializou a procura por cirurgias plásticas.

Em primeira análise, é fundamental observar que as crianças que gastam muito tempo na internet estão mais propensas a ter problemas de saúde mental. Na Grécia antiga os cidadãos valorizam o corpo, uma vez que para eles isso os aproximavam dos deuses. Semelhante a isso é o que ocorre nas redes sociais, como por exemplo o Instagram, em que a imagem corporal e os padrões de beleza são super valorizados. Com isso, jovens que estão na puberdade, com seus corpos estão em mudança, os quais passam muito tempo nesses aplicativos sociais tendem a não se sentir bem com seu próprio corpo, podendo desenvolver autoestima baixa e até ansiedade, afinal não está no padrão ideal da internet . Segundo o estudo conduzido pela Edelman Data e Inteligence, 35% das jovens com 13 anos dizem se sentir menos bonitas ao ver fotos de influenciadores e celebridades.

Como consequência, as pessoas vêm cada vez mais se utilizando de filtros e aplicativos que melhoram a aparência, não sendo o suficiente ainda buscam por procedimentos estéticos.  O Facebook, que controla o Instagram, afirma que 600 milhões de pessoas já usaram filtros nas duas plataformas. É notório que a utilização de filtros vem crescendo e a priori não é prejudicial, o perigo é o excesso do uso e sensação de só ficar bonito com a utilização dos filtros, o que faz com que não se sinta bem com sua própria imagem e pode até cogitar a procura de um cirurgião plástico. Segundo dados de uma pesquisa da Academia Americana de Cirurgiões Plásticos Faciais e Reconstruções, 55% das cirurgias plásticas no nariz em 2017 foram motivadas pelo desejo de sair melhor nas selfies.

Assim, note-se que a manipulação da imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental deve ser combatida. Para isso é fundamental que o Ministério da Saúde, que protege o bem-estar da população, motivo os jovens a aceitar a sua aparência e combater a dismorfia corporal entre eles. Por meio de propagandas em emissoras de televisão com grande alcance, como por exemplo a Globo e SBT, e em redes redes sociais muito utilizadas, como Instagram, Facebook e Twitter. A fim de que no futuro se tenha uma geração saudável que aceite seu corpo e as características que os tornam únicos.