A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 05/07/2021

“Arre, estou farto de semideuses” é verso da poesia “Poema em Linha Reta” do célebre escritor Fernando pessoa. No texto em questão o autor crítica veemente a projeção da imagem perfeita e, em como tal conceito é ensaiado, ilusório e incabível. Na contemporaneidade essa ideia odiosa é uma peça repetitivamente apresentada pelas mídias. As redes sociais desenvolveram a figura de uma vida que depende da perfeição, dessa maneira, estipulam metas inalcançáveis ​​e irreais que desenvolvem por meio da frustração problemas mentais.

As midias incorporam em seus meios padrões de beleza, tais quais esses ditam o que é aceitável socialmente. Com base nisso, a população jovem em busca da integração e dos estímulos positivos que as redes sociais proporcionam são sujeitos aos ideais inatingíveis. Esse modelo irracional altera a forma de como os próprios enchergam, atribuindo uma relação à autorejeição às suas características que não atendem a especificidade do molde, consequentemente criando ódio para com uma sua imagem.

Esse viés revela-se pelos 67% de jovens que relatam estar insatisfeitos com seus corpos. A decepção e a incapacidade de alcançar certos modelos levam até a ansiedade e em casos extremos à depressão. Nesse âmbito por vezes eles se submetem a situações de anorexia e bulimia, abandonando as necessidades biológicas em nome da beleza. Dessa forma evidência-se a necessidade de políticas que vizem a normatização de uma estética real.

Dessa maneira atrás das cortinas dessa encenação teatral utópica escondem-se distubios mentais ocasionados pela doutrina de distorção dos corpos do meio “online”. Portanto, se destaca a falta de medidas com o proposito de naturalizar uma aparência para proteger a saúde mental dos usuários da internet. Para isso o ministério da saúde em conjunto com empresas de publicidade devem criar campanhas que busquem desmitificar a perfeição corporal e a aceitação das diferenças fisícas usando seus veiculos de comunicação mais populares. Para que, desse modo, então as redes se tornem um ambiente menos tóxico e mais favorável ao impulso á diversidade e identidade.