A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 05/07/2021
“Pretty Hurts”, a beleza machuca, em português, foi uma música lançada em 2014 pela cantora norte-americana Beyoncé e que chegou a ter grande repercussão mundial por criticar os padrões estéticos impostos pela mídia. Sob tal ótica, a problemática da manipulação da autoimagem nas redes sociais com filtros pode ser explicado pela conduta manipuladora da mídia que tende a impôr um padrão de beleza deturpado e parte da ignorância da sociedade diante da ausência de informações sobre os malefícios causados fisicamente e psicologicamente pela busca de procedimentos estéticos.
A princípio, compreende-se que o principal mecanismo de incetivo de hábitos é a mídia, a mesma responsável por estimular a crença em um padrão de beleza. Nesse sentido, entende-se que a comercialização da beleza, por meio de propagandas que garantem que os indivíduos apenas serão completos após cirurgias estéticas traz a associação da beleza com a felicidade. Como consequência, desencadeando em problemas relacionados à autoestima e a própria imagem, além de desencadear doenças graves como a depressão. Assim, infere-se que a mídia necessita trabalhar com a questão do reconhecimento da existência dos diversos tipos de corpos para enfim gerar na sociedade um sentimento de autoaceitação.
Por conseguinte,destaca-se um dado retirado da Sociedade Internacional de Cirurgias Plásticas,o Brasil representa o país que lidera o maior número de realizações de procedimentos estéticos.Nesse sentido,nota-se que a normalização das cirurgias plásticas caracteriza-se como a banalização do mal,teoria proposta pela filósofa Hannah Arendt,tendo conhecimento sobre os diversos riscos que podem ser acarretados pós procedimentos, como por exemplo a trombose que pode levar à morte. A banalização do mal, diz que em função de uma massificação social, as pessoas perderam a capacidade de discernir o que é certo do errado, ficando, então, neutros. Dessa maneira, a falta de conhecimento da população dos males desenvolvidos por processos estéticos acaba por colocar em risco a vida de muitos pacientes.
Depreende-se,portanto, que Estado, deve utilizar do poder midiático,por meio de campanhas e propagandas televisivas,com o objetivo de desconstruir os padrões e demonstrar os diversos tipos de beleza,assim,estimulando a autoaceitação. Ademais,é necessário que a Secretaria Municipal de Comunicação,aliada ao Ministério da Saúde, promova a difusão de maiores informações sobre os riscos de se adotar procedimentos estéticos,estes sendo postos em lugares estratégicos como comerciais e em centros de saúde,com o objetivo de proteger a vida e a saúde dos cidadãos.Dessa forma, distanciando a população da realidade cheia de pressão estética criticada em “Pretty Hurts”.