A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 07/07/2021
Ao longo dos anos o padrão de beleza veio se modificando, como por exemplo no século XIX a princesa iraniana Qajair era considerada símbolo de perfeição, por ser mais “cheinha” e ter bulso com pelos. No entanto, atualmente, com os padrões de beleza, as manipulações de imagens nas redes sociais tornou-se algo comum, sendo a mídia uma das principais mediadoras desse entrave, o que causa impactos a saúde mental humana, como a baixa autoestima e possível depressão.
A princípio, percebe-se que a mídia está diretamente ligada a influência corporal no mundo e com grande poder de persuasão. Baseando-se nesse cenário, no dorama Minha Identidade é Beleza Gangnam, mostra a vida de uma adolescente que passar por várias cirurgias plásticas por não ter um rosto aceito pela sociedade. Nesse sentido, fora do cenário ficcional, é notório a grande influência das redes sociais na aparência dos usuários, pois a utilização de filtros e edições de fotos perpetuam um padrão de beleza de difícil alcance. Assim, colaborando na sociedade a realização de procedimentos estéticos iguais a da personagem do dorama cinematográfico.
Ademais, a manipulação de imagens nas redes sociais afeta negativamente na saúde mental dos usuários. Nesse contexto, um estudo realizado por cientistas britânicos e publicado pela Universidade Federal de Viçosa, apontou os impactos negativos da relação entre Instagram e saúde mental de pessoas entre 14 e 24 anos, sendo os mais cumuns a distorção de imagens corporal, o bullying e a solidão. Desse modo, é evidente como o conceito de beleza exposto pelos meios de comunicação afeta diretamente a autoestima das pessoas, podendo, possivelmente, causar transtornos emocionais e doenças, como a depressão.
Dado exposto, faz-se necessário que o Estado, via Secretaria Especial de Cultura, deve fomentar iniciativas contribuintes para resolução dessa mazela, por intermédio de ficcionais envolvidos, como filmes e novelas na mídia televisiva, com o intuito de conscientizar os cidadãos sobre os efeitos da manipulação de imagens na sociedade. Nesse âmbito, o Estado, mediante o Ministério da Educação, deve realizar também, campanhas educativas mediante aulas e palestras ministradas por profissionais da psicologia, a respeito da gravidade desse entrave e de como é importante a ruptura desses padrões estéticos. Assim, normalizando belezas reais, como no século XIX pela princesa Qajair.