A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 05/07/2021
Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito a saúde e ao bem-estar social. Entretanto, no Brasil, a manipulação de imagens nas redes sociais impossibilita que parcela da população desfrute desse direito universal na prática. Nessa perspectiva, faz-se necessária a análise do papel da escola e da família a respeito da saúde mental dos jovens.
Em primeiro lugar, é importante destacar que a saúde é o fator principal no desenvolvimento de um país. Dito isso, é de extrema importância que as escolas debatam sobre os cuidados com a saúde mental dos seus jovens. Contudo, a realidade é justamente o oposto e o resultado desse contraste é claramente refletido no alto número jovens com depressão por não estarem bem com sua aparência. E por esse motivo, aplicativos como o Instagram vão começar a retirar de suas plataformas, filtros que simulam cirurgias plásticas ou outros procedimentos estéticos, pois situações como essas são prejudiciais ao bem-estar da sociedade.
Faz-se necessário, ainda, salientar que a falta de discussão sobre esse assunto por parte da família é um grande impulsionador do problema. Diante disso, é visto que tal assunto precisa ser falado de forma que chegue muito além das redes sociais, pois é algo que, se não for tratado logo, pode se tornar um problema para a sociedade com capacidade de levar crianças e jovens a desenvolverem doenças como ansiedade e depressão.
Dessa forma, percebe-se a ineficácia da família no que se refere ao bem-estar dos jovens. Portanto, é necessário que as escolas juntamente com o Ministério da Saúde passem a investir em projetos e campanhas afim de acabar com essa ideia de padrão de beleza perfeito. E cabe a família conversar mais sobre o assunto com seus jovens, dessa forma, haverá uma sociedade saudável e mais integrada.