A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 05/07/2021
As redes sociais atraem cada vez mais pessoas, atualmente, segundo uma pesquisa realizada pelo TIC Domicílios, em 2018, mais de 126 milhões de brasileiros são usuários dessa plataforma. No entanto, a utilização excessiva dos aplicativos que manipulam as imagens do corpo, por exemplo, torna-se um problema para a sociedade, visto que eles formulam um beleza quem nem sempre existe. Diante disso, é preocupante a alienação dos civis à essa ferramenta e também o danos causados à saúde mental.
Em primeira análise, é importante salientar que as redes sociais são responsáveis pela alienação dos brasileiros a um padrão de beleza que não condiz com realidade do indivíduo, sendo essa questão um perigo para a sociedade que é conectada na rede. Posto isso, a interação dos cidadãos nessa plataforma deve ser regrada com determinada maturidade, já que os aplicativos disponibilizados nesse meio interativo induzem o civil a sempre postarem fotos manipuladas, ou seja, acompanhada de filtros que fazem o corpo ser diferente do que de fato é. Tal situação apresenta bastante semelhança com o conceito da " Moral de Rebanho" , debatida pelo filosófo Friedrich Nietzsche, pois os aplicativos de modelagem ordenam os internautas a seguir um padrão de imagens perfeitas, realidade que inibe o censo crítico dessas pessoas e as alienam na busca desse ‘‘ideal’’. Assim, é urgente uma mudança.
Em segunda análise, os aplicativos interativos são um problema para a saúde mental de grande parte dos brasileiros, pois eles pressionam os usuários a acompanharem o que está sendo divulgado, caso que nem sempre é possível. Posto isso, torna-se bastante compreensível os dados da enquete feita pelo aplicativo de monitoramento Moment, com 1 milhão de participantes, que revela que 63% das pessoas que passam mais de 1 hora por dia no Instagram se sentem infelizes. Tal realidade, é resultado da incidência de postagens que demostram uma performace existente, muitas vezes, somente naquele ambiente social. Exemplo disso são as imagens que demostram o corpo sem nenhuma imperfeição, sendo muitas resultados de filtros, mas por parecerem reais estimulam o outro a questionar sua aparência, caso que pode ser danoso ao bem-estar mental e contribuir para uma depressão, por exemplo. Desse modo, é necessário que exista no Brasil uma forma de controlar esse problema.
Assim, a fim de solucionar as questões citadas, as plataformas midiáticas e os profissionais de estética devem atuar. Isto é, esses órgãos precisam criar o projeto ‘‘Diferença é beleza" que vise reduzir essa busca incessante dos brasileiros por um padrão ideal e também evitar os danos a saúde mental. Dessa forma, é por meio de uma página na internet divulgada espontaneamente por famosos, nas redes socias, que serão utilizados mini-vídeos,infográficos e imagens, por exemplo, para debaterem sobre essa questão, visando conter a padronização dos corpos e elevar o autoestima das pessoas.