A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 07/07/2021
No ano de 2020, a manequim e influenciadora americana Kylie Jenner postou uma foto em suas redes sociais e foi altamente criticada pelos seus seguidores, sendo acusada de exagerar na edição da silhueta de seu corpo. Assim como feito pela modelo, a manipulação da imagem nas redes sociais, no Brasil, é extremamente comum e problemática, pois causa malefícios à saúde mental, tais como: problemas de autodepreciação e de autocobrança.
Em uma primeira análise, nota-se que ainda existe no século XXI, a ideia de padrão de beleza. Segundo uma pesquisa realizada pela The Moderms mais de 70% dos usuários de redes sociais editam seus corpos nas fotos, visando seguir o ideal de beleza que a sociedade exige. No momento em que a aparência dos usuários divergem daquela exposta no ciberespaço, considerada a “correta”, inicia-se um processo de autodepreciação de seus corpos, pois os mesmos não refletem o que é considerado “bonito” para a sociedade. Assim sendo, a manipulação da imagem nas redes sociais, ao incentivar o estabelecimento de um padrão de beleza, causam diversos problemas emocionais para seus usários, como a autocobrança para chegar ao “corpo ideal”.
Em conseguinte, a valorização, por meio das redes sociais, de um protótipo que não condiz com a realidade das pessoas faz com as mesmas cobrem-se excessivamente para adquiri-lo. A influenciadora brasileira Mayra Cardi, por exemplo, chocou seus seguidores ao declarar que realiza jejuns totais durante sete dias consecutivos para emagrecer, atitude extrema e prejudicial à saúde. Nesse sentido, medidas de intervenções tornam-se essenciais para a diminuição das edições fotográficas nas redes sociais.
Portanto, a manipulação da imagem nas redes socias gera impactos negativos á saúde mental dos usuários. A fim de aumentar a autoaceitação e diminuir a autocobrança das usuários dessas redes, os desenvolvedores dos aplicativos sociais devem viabilizar conteúdos que mostrem corpos reais, sem edição. O movimento “Body Positive”, por exemplo, nega a existência de um único tipo de beleza, o que contribui para as pessoas aceitarem seus corpos das formas que são. Dessa forma, a sociedade caminhará para que não existam mais casos como os da Kylie Jenner e da Mayra Cardi.