A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 07/07/2021

Segundo a “Tecnologia.ig”, mais de 70% das crianças brasileiras têm o próprio celular antes dos 10 anos de idade, ou seja, as pessoas ficam suscetíveis à manipulação nas redes desde cedo, o que implica no modo que elas olharão para si mesmas no futuro. Por isso, é importante dissertar sobre como as redes podem ser um potencial para prejudicar a saúde mental da sociedade, e como a manipulação das imagens influenciam nisso e induzem as pessoas à uma comparação de forma injusta.

Em primeira análise, o uso excessivo do Interweb é prejudicial para a vida da população, e, tendo em vista que, o Brasil é o 3 ° país a ficar mais tempo conectado à internet, com a média de nove horas e quatorze minutos por dia, sendo, pelo menos, quatro horas apenas em redes sociais -segundo o “G1”- o brasileiro tem maior potencial para o desenvolvimento de depressão e ansiedade, conforme o “Vittude”, visto que, passam mais de 1/3 do dia on-line.

Além disso, com a alteração das fotos nas redes sociais, a sensação que passa para o outro é que se trata de uma imagem natural, não alterada, pois quando se manipula, não está manipulando apenas a foto, mas também todos que irão vê-la. Por conseguinte, isso faz os outros compararem seu “eu” real, com algo falso e os faz ficarem menos felizes, visto que, segundo um estudo realizado pela Universidade Macquarie e a New South Wales, os resultados da pesquisa foi de que, das 350 mulheres que participaram, todas afirmaram sentir-se infelizes ao ficar olhando fotos de pessoas com o “ideal” de beleza, que por muitas vezes, essas fotografias podem estar alteradas sem elas saberem.

Portanto, é importante que haja divulgação, sobre o tempo que é suficiente para ficar on-line sem ter prejuízo psicológico, por meio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, nas televisões e rádios, por exemplo, e utilizando de subsídios tributários. Para assim, fazer uso da internet com consciência. Além disso, palestras com especialistas em redes e comunicações, devem fazer parte das instituições educacionais.