A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 05/07/2021

Desde o século XIV, no período renascentista, o ideal de beleza principalmente nas mulheres já era uma realidade nas pinturas. Hoje, sete séculos depois, com os veículos digitais mais avançados, deturpar imagens antes de lançar nas redes sociais, é quase uma regra antes da exceção. Entretanto, a manipulação de imagens pelo sistema capitalista, a fim de comercializar seus produtos, pode desencadear fatores como a idealização de um padrão ideal de beleza, bem como problemas psicológicos, decorrentes de exclusão.

Em primeira análise, de acordo uma pesquisa realizada pela Real Society For Public Health, cerca de 90% das jovens revelaram que o aplicativo Instagram, fez com que se sentissem pior em relação a própria autoimagem. Nesse sentido, as jovens acabam entrando numa espécie de “corrida da beleza”, consumindo uma série de produtos e adotando práticas relacionadas a melhoria estética, fazendo o que a noção de uma linha tênue entre o real e o ideal seja descartada.

Além disso, a falta de percepção entre esses dois mundos, faz com que o indivíduo tenha a ideia de não pertencimento a uma determinada esfera, decorrente das frustrações de não ter alcançado o padrão imposto pela sociedade, o que pode vir a desncadear problemas psicológicos mais sérios, como a ansiedade e depressão, de acordo com o estudo feito pelo especialista em psicologia Érico Douglas Vieira.

Portanto, para amenizar os impactos causados pela manipulação de imagens, o Ministério da Saúde juntamente com o Governo Federal, deve por meio de sancionamento de uma lei, tornar obrigatório ao disseminar uma propaganda pelas empresas que desejam comercializar produtos ou procedimentos estéticos, o aviso nas mesmas de que são manipuladas com o uso de “photoshop”, a fim de diminuir a ideia de um ideal  fantasioso pelos consumidores, bem como preservar a saúde mental dos mesmos.