A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 05/07/2021
Segundo o sociólogo francês Jean baudrillard, “Ninguém daria o menor apoio, nem teria a menor devoção por uma pessoa real”. Nesse sentido, a manipulação de imagens nas redes sociais, vão se tornando cada vez mais frequentes, visto que todos buscam se encaixa numa espécie de padrão. Desse modo, o surgimento de uma cultura cibernética e as suas consequências são pontos a serem discutidos.
Em primeira análise, observa-se que com o grande desenvolvimento das redes sociais, houve também a criação de uma cultura cibernética. Segundo o escritor francês Guy Debord, que fala sobre a “Sociedade do Espetáculo”, posição onde a mídia colocou o público como expectador, numa contemplação aos famosos, originou-se a Hiperespetáculo, onde passou a ser contemplado a autocontemplação, através das redes sociais como, por exemplo, o uso de filtros, efeitos criados para modificar a imagem real.
Em segunda análise, nota-se diversas consequências da distorção da autoimagem de modo geral. Conforme a pesquisa conduzida pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), cerca de 41% dos jovens brasileiros apresentam sintomas de ansiedade e depressão devido ao alto uso das redes sociais. Nesse contexto, observa-se que a vida no mundo cibernético difere da realidade, visto que todos só mostram suas melhores versões, o que torna um meio dinâmico, superficial e, por vezes, mentiroso. Com isso, muitos falham em tentar se igualar e se veem frustrados quando falham.
Portanto, para que os efeitos negativos a saúde mental ocasionados pelas manipulações de imagens sejam reduzidos, o Ministério da Educação deve, através de palestras, educar corretamente o uso das redes sociais, para ensinar como funciona, e que nem tudo se posta é real. Além disso, cabe ao Ministério da saúde, realizar campanhas e tratamentos mais rápidos, para que os indivíduos que sofrem com esses problemas correlacionados tenham uma vida melhor.