A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 05/07/2021

A frase “Pessoas com autoestima diminuída, fazem mais uso de redes sociais como meio de se autopromover” do psiquiatra brasileiro Flavio Milman Shansis, demonstra um problema relacionado as mídias socias, a manipulação de imagem. Problemas esses que são: O falso arquétipo de beleza e a depressão no mundo feminino.

Em primeira análise, é preciso reconhecer o poder que a mídia exerce sobre as pessoas nos dias de hoje. Como defende o filósofo Jean-Jacques Rousseau, o homem é produto do meio, o indivíduo da atualidade é produto de uma mistificação e idealização de beleza. Tal endeusamento de uma forma estética quase impossível de se alcançar, resulta em uma busca incansável pela perfeição. Muitas pessoas buscam esta conquista pela manipulação de fotos através de efeitos, ou mesmo pela utilização de editores de imagens. Estes manejos chegam a ser tão grandes que, por muitas vezes, pessoas são irreconhecíveis quando saem das redes socias. Esse desconhecimento gera um grande espanto para o observador e um sentimento de incompleto, como se o efeito -alteração da imagem- fosse necessário para sua vida.

Por conseguinte, a relação que existe entre depressão e a manipulação de imagens nas redes socias são cada vez mais notadas. Tal problema é acometido mais pelas mulheres. As pessoas do sexo feminino tendem a utilizar mais aplicativos como: Instagram, Facebook e Snapchat. Aplicativos esses que se baseiam na aparência física, gerando assim, uma busca pela aceitação através de curtidas e comentários. Como muitas das garotas que utilizam as redes não tem um corpo perfeito e uma beleza extrema, como diz o molde de perfeição ditado por tais meios, acabam por utilizar mecanismos como efeitos, editores de imagens e também cirurgias plásticas invasivas. Essa busca interminável acaba por gerar um grande problema mental, como a depressão. A pesquisa da empresa MetLife mostra que mais da metade dos famosos da internet tem problemas com depressão e aceitação do próprio corpo. Essa pesquisa só reforça o fato que nem as pessoas que são consideradas perfeitas se acham perfeitas, construindo então, uma busca incansável pelo primor estético e uma destruição da saúde mental.

Diante do exposto, fica claro a necessidade de políticas de prevenção ao mau uso das redes socias. Assim, é necessário que o ministério da saúde juntamente com o ministério da educação crie um plano de palestras e campanhas para toda a população. Estas aulas irão ensinar como utilizar de forma correta as mídias socias e também os malefícios da busca destruidora por aceitação e pela perfeição. Colocando isto em prática, logo notaríamos a adesão populacional por um meio mais consciente de utilizar as redes socias, não só para se autopromover.