A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 07/07/2021

Ocorrida na Inglaterra, a terceira fase da Revolução Industrial representa um período de avanços eletrônico e científicos, como, por exemplo: o desenvolvimento de aparelhos tecnológicos, influenciando para que, atualmente, a sociedade tenha acesso ao meio digital e, consequentemente, as redes sociais. Entretanto, por meio da ascensão das mídias sociais, os malefícios das redes passaram a atingir a população consumidora do meio e tornaram-se parte do cotidiano da sociedade vigente. Diante do exposto, faz-se necessário discutir sobre a padronização dos corpos e sua influência à alteração de imagens e sobre os transtornos à saúde mental provocados pelo o mesmo.

Primordialmente, de acordo com o escritor e jornalista George Orwell, “a massa mantém a marca, a marca mantém a mídia e a mídia controla a massa”, essa frase representa a atual situação do mundo globalizado, em que a sociedade é influenciada pelo marketing das indústrias. Não muito diferente dos levantamentos feitos pelo escritor, a população vigente passa por processos de padronização de corpos, como, por exemplo: as constantes cobranças feitas nas redes sociais para que todos se encaixem no padrão cobrado/influenciado pela mídia. Por esse motivo, de acordo com o Correio Braziliense, 60% das publicações nas redes sociais são manipuladas, entretanto, acabam não sendo percebidas pelo público, transpassando uma estranha percepção de realidade e autocobrança naqueles que não conseguem enquadrar-se nos padrões exigidos, acarretando, assim, no círculo vicioso de manipulação de imagem no intuito de obter a aceitação coletiva.

Outrossim, segundo o historiador Sérgio Buarque de Holanda, o ser é um homem cordial, e por esse motivo, tende a julgar que o outro individuo é uma extensão de sua vida particular. Desta forma, ao fazer um comparativo da sua individualidade com a do próximo, algo extremamente rotineiro nas redes sociais, o indivíduo passa a ser afetado com a inusitada frustração de ser diferente. De acordo com o artigo publicado na revista The Atlantic, o uso exagerado da internet e das redes sociais pode ter relação direta com o aumento exponencial da depressão e ansiedade. Portanto, pode-se perceber a problemática relação das redes sociais e dos transtornos à saúde mental.

Diante dos fatos apresentados, medidas são necessárias para que a conjuntura atual seja rompida. Para tanto, é preciso que mídia, junto à influenciadores digitais, promova campanhas sobre o uso saudável das redes sociais, tornando evidente, por meio dessas campanhas, que a realidade não condiz com o virtual e que o mesmo vale para os corpos vistos nas redes, cessando, assim, a romantização da padronização dos indivíduos e, consequentemente, proporcionando a diminuição do índice de transtornos mentais causados pelo uso das redes.