A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 05/07/2021

No ano de 2021, o governo da Noruega decretou uma lei, a qual determina que todas as propagandas publicadas nas redes sociais devem sinalizar caso haja alguma alteração no corpo dos modelos. Essa atitude visa diminuir os malefícios que essas manipulações de imagens causam à saúde mental, como a dismorfia corporal e a depressão, doenças psicológicas cada vez mais presentes na sociedade.

É válido ressaltar, primeiramente, que essas modificações nas fotos contribuem para o aumento de casos de dismorfia corporal, patologia que se caracteriza pela preocupação excessiva com o próprio corpo. Segundo a Constituição Federal de 1988, todos os cidadãos possuem o direito à saúde mental. Entretanto, com as manipulações das fotos, essa garantia é prejudicada, pois os indivíduos passam a tentar atingir um padrão de beleza inalcançável, representado por essas imagens, e se frustram por não atingi-lo. Desse modo, eles entram em um ciclo de inquietações, relacionadas às estruturas físicas, na tentativa de chegar ao modelo considerado ideal e desenvolvem a doença supracitada.

Ademais, essa atitude também colabora para o acréscimo de pessoas acometidas pela depressão. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), mais de 11 milhões de indivíduos possuem essa doença. Isso é resultado, entre outros fatores, da crescente influência das redes sociais na vida dos cidadãos, que, muitas vezes, sobrecarregam os usuários com imagens irreais de corpos com características impossíveis de serem alcançadas de forma natural e saudável. Dessa maneira, as pessoas tentam se encaixar nesse padrão e se frustram quando não conseguem, o que causa uma sensação de impotência e tristeza que, se não tratados de forma correta, podem desencadear em casos de depressão.

Portanto, é necessário diminuir os malefícios causados pela manipulação de imagens nas redes sociais. Para isso, é imprescindível que a população se conscientize sobre os males que essas fotos irreais podem causar, por meio de pesquisas e estudos que os alertem sobre os perigos de consumir esse tipo de conteúdo, de modo a diminuir o seu impacto sobre as pessoas. Além disso, o Ministério da Saúde deve oferecer um melhor apoio para os indivíduos afetados por esses problemas psicológicos. Isso pode ser feito por meio de investimentos no Sistema Único de Saúde (SUS), a fim de melhorar a qualidade dos atendimentos e, dessa forma, acolher e ajudar cada vez mais cidadãos acometidos por essas patologias. Dessa forma, a adulteração de fotografias causará menos impactos e, assim, o direito garantido pela Constituição será melhor preservado.