A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 06/07/2021

No longa metragem “O Diário da Princesa”, a protagonista Mia está prestes a se tornar uma princesa, e, para isso, deve passar por inúmeras transformações no seu visual para ser esteticamente aceita. Fora da ficção, essa necessidade de estar dentro dos padrões estéticos vem se expandindo e se agravando, sendo fortemente refletida nas redes sociais. Visto que, os usuários fazem uso de filtros e edições nas suas fotos, manipulando sua imagem, para assim se sentir seguro com si mesmo. Tal cenário ocorre devido a normalização da indústria midiática em promover um padrão utópico e a obsessão pela imagem perfeita.

Em primeiro lugar, pode-se destacar a grande influência da mídia ao promover um padrão de beleza irrealista. Nesse contexto, inclui-se o uso apenas de pessoas com beleza harmoniosa em maioria dos veículos publicitários, em que, geralmente, essa beleza é inalcançável ou depende de cirurgias e procedimentos estéticos. Sob essa ótica, grande parte dos usuários que não fazem parte desse padrão se sentem pressionados, e, por isso, fazem uso de filtros e efeitos nas suas fotos para tentar alcançar o padrão. Isso causa uma frustração que pode acarretar em danos à sua saúde mental, devido ao desejo exacerbado de ter sua imagem aceita.

Ademais, o uso de edições, filtros e efeitos não são as únicas maneiras de manipular a própria imagem. Pois, segundo a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética, o Brasil registrou, em 2018, mais de um milhão de cirurgias plásticas. Número que, apenas reflete tamanha insatisfação do brasileiro com si mesmo. No entanto, pode-se enfatizar as inúmeras consequências que essa intensa obsessão pode trazer, principalmente no que diz respeito à saúde mental do indíviduo, acarretando em doenças como bulimia, anorexia e outros transtornos extremamente prejudiciais, apenas pelo alcance da beleza ideal.

Portanto, diante dos prejuízos da indústria midíatica e da obsessão pela imagem perfeita, entende-se os danos da manipulação de imagem nas redes sociais. Logo, é necessário que o Ministério da Saúde, em parceria com veículos de mídia, realize campanhas nas redes sociais para esclarecer os danos da alteração da própria imagem, com o objetivo de evitar maiores consequências psicológicas aos usuários. Também é necessário que o Ministério da Cultura fiscalize os principais veículos de comerciais para impedir que o padrão irreal seja promovido, com a finalidade de amenizar o forte padrão de beleza presente na sociedade. Assim, maioria dos jovens se sentiriam bem com sua aparência e não precisariam alterá-las, como Mia precisou.