A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 06/07/2021

O modelo Celso Santebañes, conhecido como Ken humano, faleceu em 2015, devido a complicações geradas por seus processos de cirurgias plásticas. Atualmente, assim como ele ainda existem pessoas que buscam pela aparência perfeita e são capazes de diversas atitudes para alcançar seu propósito, mesmo que custe a saúde. Cenário como este, ocorre não só devido à grande influência da mídia social como também a normalização de procedimentos estéticos invasivos.

Em primeira análise, é fundamental apontar mídia como impulsionadora da problemática, uma vez que, a mesma é responsável por expor padrões de imagens. Nesse contexto, algumas redes sociais criam filtros que alteram a aparência do rosto, trazendo a idéia de “perfeição”, porém, essa ilusão gera frustrações que afetam a autoestima e a saúde mental, causando patologias como ansiedade e depressão. Pois, muitos indivíduos fora dos meios sociais não conseguem se encaixar nesses padrões vistos mediante publicações.

Ademais, é válido ressaltar que procedimentos estéticos invasivos que alteram a aparência física das pessoas, trazem malefícios para a saúde. De acordo com “Dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), dos quase 1,5 milhões de procedimentos estéticos feitos em 2016, 97 mil (6,6%) foram realizados em pessoas com até 18 anos de idade. Entre as justificativas para o quadro está a insatisfação com a própria imagem.” A vista disso, é possível observar a importância que a fisionomia tem para os brasileiros e a necessidade de se inserir em moldes elaborados pela influência de redes sociais.

Depreende- se, portanto, que medidas sejam tomadas para evitar a manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental. Para isso, cabe a mídia juntamente com influenciadores digitais promover campanhas que desconstruam a idéia de conteúdos impecáveis, por meio de posts que diferenciem a realidade da ilusão, a fim de esclarecer que nem tudo que é postado é real. Além disso, cabe ao Ministério da Saúde orientar a população, por intermédio de cartilhas, sobre os riscos e motivos de se realizar um procedimento estético. Assim os impactos causados pela interferência midiática, serão reduzidos.