A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 07/07/2021

O filme “O Dilema das Redes Sociais”, pertencente ao catálogo da Netflix, narra a história de especialistas em tecnologia do Vale do Silício que soam o alarme do perigoso impacto das redes sociais na humanidade como um todo. Fora da ficção, especialmente no Brasil, país mais depressivo da América Latina, a manipulação de imagem nas redes sociais atribui malefícios à saúde mental. Dessa forma, urge analisar as causas, as consequências e desenvolver estratégias concretas para reverter esse quadro.

Atualmente, sabe-se que, no ambiente digital, existe uma carência quanto a discussão sobre a questão da manipulação de imagem nas redes sociais no Brasil. Haja vista, padrões de beleza inalcançáveis atrelado a sensação de baixo auto estima, corroboram para graves mazelas sociais. Essa necessidade, do ponto de vista estético, faz com que o sujeito tente se aproximar de uma imagem ideal, que varia de acordo com o tempo e a cultura.

Diante desse cenário, segundo uma pesquisa feita pela Academia Americana de Cirurgia Plástica e Reconstrutiva Facial (AAFPRS) em 2017 mostrou que 55% dos cirurgiões relataram ter visto pacientes que queriam alterar sua aparência para melhorar suas fotos. Por consequência, devido à impressão de perfeição causada por essa distorção da realidade, os usuários têm a saúde mental afetada por não se encaixarem nos padrões.

A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental, portanto, precisa ser debatida no Brasil. Para isso, os usuários precisam se policiar. Isso deve ser feito através do abandono do hábito de ficar rolando pelo “feed” e passar a prestar atenção ao que está consumindo – e, especialmente, aos sentimentos que isso desperta em você. Outra ação importante é limitar quando e onde utilizar as redes sociais. A fim de causar impacto positivo no futuro deles. Fazendo do Brasil, um referência em cuidado com à saúde mental de seus usuários.