A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 10/07/2021
As redes sociais atuam como instrumento de propagação de certos padrões de beleza, prejudicando a aceitação do próprio corpo. Atualmente, o uso de aplicativos que alteram a aparência do rosto através de filtros reverbera uma tendência cada vez mais maior de desvalorização corporal, o que pode acarretar em distúrbios psicológicos graves.
A mídia, a publicidade e as redes sociais agem como atores da indústria da beleza propagando padrões estéticos de modelos e atrizes. A maioria das pessoas, em especial os jovens, absorve pacificamente esses padrões sem questionar. Começa, então, uma busca incansável para o atinger ideal corporal vendido por esses agentes midiáticos.
Cita-se como exemplo a geração de aplicativos com filtros estéticos, que permite “melhorar” a imagem corporal dos seus usuários. O facetune, por exemplo, é um programa que dispõe de filtros que simulam padrões estéticos externos às pessoas que usam. Esse recurso entrega uma felicidade momentânea aos seus usários, haja vista que uma pessoa enxerga um ser idealizado, que deseja ser, mas que não existe.
Destaca-se como perigo esses recursos sociais, a desvalorização do próprio corpo, pois a pessoa começa a valorizar mais o outro que a si próprio. Essa tendência de supervalorização da beleza pode acarretar em distúrbios psicológicos, como a obsessão em melhorar a aparência, mesmo em partes que não precisam. Tal quadro pode gerar ainda depressão, estresse e ansiedade, impactando na saúde da pessoa.
Dessa forma, torna-se essencial que o indivíduo, enquanto agente empoderado, controle sobre seu corpo através da não aceitação passiva de padrões sociais impostos. A construção de um pensamento crítico sobre valores estéticos, por meio do questionamento da utilização de padrões de beleza permitiria que os percebessem que não existe apenas um tipo de beleza, mas vários, e é por meio dessa diversidade estética que a sociedade, harmoniosamente, se estrutura, com base no respeito ao outro pelos seus aspectos naturais e não superciais.