A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 13/07/2021

O filme “Nerve: um jogo sem regras” conta a história de VeeDeMarco, uma garota que vive uma aventura ao aceitar participar de um jogo online no qual os jogadores ganham dinheiro ao realizarem desafios. Assim como no filme, as redes sociais influenciam as atitudes e pensamentos dos usuários através da manipulação de imagem. Devido à impressão de perfeição causada por essa distorção, os jovens em suma maioria se autopressionam para se encaixarem nos padrões. As ferramentas digitais são extraordinárias, porém também podem ser maléficas para os usuários.

Primeiramente, cabe destacar que os filtros das redes e o fotoshop aprimoram as imagens, trazendo um aspecto de “perfeição” não existente. Por consequência disso o usuário recorre aos procedimentos estéticos, afetando cada vez mais o seu psicológico por não alcançar a perfeição. Segundo pesquisa realizada pela Royal Society for Public Health, as taxas de depressão e ansiedade entre jovens de 14 à 24 anos usufruidores de redes sociais aumentaram cerca de 70% nos últimos 25 anos. Isso mostra que, assim como no filme “Nerve”, as redes sociais têm uma forte influência sobre o nosso comportamento.

Em segundo lugar, ainda convém lembrar que a melhor forma de lidar com essa distorcida de beleza é o autoconhecimento. Não é sobre os filtros, mas sobre a forma como você se vê. Em uma sociedade como a nossa, os padrões estão sempre se modificando. Por isso é importante se autodesligar dessa pressão imposta e se aproximar da sua realidade. Estes meios virtuais se tornam um canal de opressão e sofrimento, por isso é necessário você se dedicar em conhecer melhor a pessoa que você é e suas  qualidades, criando novos habitos caso necessário e aos poucos parando de se comparar com a vida perfeita que aparece no seu feed do Instagram.

Portanto, é necessário que medidas sejam tomadas para reduzir os impactos negativos na saúde mental dos usuários. Assim cabe aos especialistas da área de estética impulsionar a divulgação por meio de comerciais e palestras os riscos de se auto comparar com a “perfeição” imposta pela sociedade. Ademais cabe às mídias, juntamente com os influenciadores digitais, promoverem campanhas, posts em suas redes sobre o uso ideal desses aplicativos e com isso influenciar seus seguidores ao autoaceitamento. Dessa forma será possível garantir uma redução de índices de depressão e ansiedade entre os jovens que buscam alcançar os padrões.