A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 13/07/2021
As redes sociais e demais estruturas, que possibilitam uma fácil interconexão entre as pessoas, têm origem na década de 90. Nesse contexto, atualmente, a utilização das mídias sociais ganha cada vez mais espaço na vida das pessoas e apesar de apresentar vantagens, a manipulação de imagens gera malefícios à saúde mental. À vista disso, o caos se faz pelo fato de os usuários serem influenciados a se encaixarem nos padrões estéticos retratados nas redes. Logo, faz-se necessário sanar o desencadeamento das doenças mentais nesse âmbito.
Primordialmente, os conteúdos consumidos nas redes sociais possuem um grandioso papel na formação da identidade individual, uma vez que induzem os sujeitos a forma como devem ser para se sentirem parte da sociedade. Sendo assim, conforme estudo da plataforma Scielo / USP os problemas causados pela utilização de tais estruturas não se limita apenas ao tempo perdido, mas também no sentimento de baixa autoestima, por exemplo. Assim, uma distorção da realidade nos corpos, principalmente, por métodos como photoshop introduzem um padrão de beleza, onde a busca por “perfeição”, por parte de quem utiliza as mídias sociais, se torna doentia ao estimular transtornos mentais como depressão e ansiedade quando não alcançada.
Além disso, as próprias redes sociais possuem ferramentas em que o incentivo a modificação estética se faz presente através dos chamados “efeitos” com funções de afinar o nariz, aumentar os lábios, alterar a cor dos olhos, cabelos e pele, entre outros. Dessa forma, torna-se inevitável uma comparação entre a imagem projetada ao aplicar os filtros faciais, que trazem o intuito de fazer o usuário refém pela boa aparência, e a imagem real que possuem. Consequentemente, ao utilizar tais redes sociais são impostas metas pessoais que muita das vezes são inatingíveis de forma natural, agravando a sensação de insegurança e insatisfação dos usuários quando referem-se a si mesmos.
Dado o exposto, é preciso que medidas sejam tomadas a fim de amenizar os malefícios à saúde mental dos usuários das redes sociais a encargo da deformação de imagens. Portanto, compete às mídias juntamente com figuras públicas desmistificar a imagem “perfeita” idealizada na internet através de campanhas e movimentos que revelam a diferença entre a foto projetada para ser compartilhada e as imperfeições existentes na vida real de quem as posta; com o propósito de intervir a problemática promovendo o uso saudável das redes sociais.