A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 13/07/2021
Na ideia do sociólogo Jean Baudrillard, o “Simulacro”, obtêm-se uma discussão sobre a realidade, símbolos e a sociedade. Com o fim de demonstrar que as nossas idealizações são muito mais interessantes que o concreto. Por exemplo, comerciais que promovem a fantasia de uma família feliz e perfeita. Entretanto, a nossa vida não é o que imaginamos, mas muito diferente disso. Visto isso, a manipulação de imagem nas redes sociais traz diversos malefícios à saúde mental, configurando um desafio a ser sanado. Isso ocorre seja pela grande influência do capitalismo, seja pela sensação de insuficiência. Dessa maneira, é imperioso que o simulacro seja deixado de lado, a fim de que tenhamos vivências mais reais.
Em primeiro lugar, é fato que somos apresentados a inúmeros comerciais todos os dias. Estes sempre mostram a melhor realidade, visando nos convencer a obter o produto mostrado. Segundo uma pesquisa de 2009, um jovem de em média, 18 à 24 anos consome todos os dias em torno de 34 GB de conteúdo digital. É exatamente nessa conjuntura que se instala a influência do capitalismo, uma vez que ele, ao nos expor com tal intensidade, faz com que nos adaptemos mais aos comerciais, e não à nossa própria realidade. É perceptível, portanto, a necessidade da diminuição da exibição que sofremos todos os dias.
Em segundo lugar, as circunstâncias que são mostradas nas redes sociais, dão enfoque no que há de mais perfeito na vida do outro, deixando-nos com o pensamento de que “a vida do outro é sempre mais legal”. De acordo com o estudo realizado pela “Morning in the future”, quando expostos a dez horas semanais de conteúdo digital, há um aumento de 27% de chance de manifestação da depressão. Levando em conta que a média de um jovem brasileiro é nove horas por dia de exposição, vê-se o perigo a que somos exibidos diariamente. Esse cenário, portanto, necessita de mudanças, em busca da melhora da qualidade de vida para todos os cidadãos.
Dessa maneira, visto as problematizações da manipulação da imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental, é imperioso uma ação governamental para combatê-las. Diante disso, o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária, deve intensificar as regulamentações em relação a propagandas, com o objetivo de melhorar a saúde mental da população e garantir o seu direito. Para tal, é necessário um direcionamento de verbas para a contratação de profissionais responsáveis. Além disso, o Ministério das Comunicações deve lançar nos meios midiáticos informações que consentem a realidade não fantasiosa. Com este auxílio, será possível que o simulacro não afete a realidade.