A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 13/07/2021

O mito de Narciso, um dos mais famosos da mitologia grega, consistia-se em um homem apaixonado em sua própria aparência, tornado-se um dos grandes símbolos modernos de vaidade. Metáforas à parte, situações semelhantes seguem ocorrendo, mas com uma diferença: os indivíduos, atualmente, exaltam “reflexos” alterados de suas próprias pessoas. Assim, a manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental são temáticas urgentes, visto que suscitam a formação de padrões e, até, situações de frustração com a própria fisionomia.

Primariamente, é importante entender que a modificação de imagem nas redes sociais podem acarretar uma série de prejuízos à mente, sobretudo, devido à constituição de estereótipos da aparência humana. Nessa perspectiva, na Grécia Antiga, por exemplo, tendo em vista que ser dono de um corpo masculino belo, isto é, musculoso e atlético, era sinônimo de uma mente e futuro brilhantes, era comum a confecção de esculturas que aludiam esse tipo de idealização. À vista disso, é possível perceber que, analogamente à arte grega, o uso de filtros é uma das maneiras de adaptar seu semblante a um padrão platônico, que, também, é responsável por definir o nível de status social de um indivíduo, principalmente nas redes. Sendo assim, é imperioso que se amplie o debate em relação à problemática para o seu cessamento.

Concomitantemente a isso, é válido ressaltar que a padronização estética supracitada ocasiona, em especial, uma frustração com a própria imagem. Nesse contexto, esse movimento vem preocupando estudiosos da temática, uma vez que a manipulação do visual nas redes, apesar de gerar um aumento na agradabilidade das imagens para os visualizadores, faz com que as relações físicas fiquem, paulatinamente, mais decepcionantes. Isso ocorre devido ao fato que as modificações aludidas expõem uma falsa realidade e, portanto, a aparência verdadeira se torna menos atrativa e, as pessoas, mais inseguras. Dessa forma, urge-se que se conheçam as consequências da celeuma para a sociedade, a fim de mitigá-las.

Em vista dos fatos mencionados, é premente a resolução dos malefícios da manipulação de imagem nas redes sociais à saúde mental. Dessarte, cabe às mídias sociais, como as plataformas “Facebook” e “Instagram”, bem como as de edição de fotos, limitarem a gama de filtros que sugestionam um melhoramento estético, por meio de alterações no próprio algoritmo, para que se popularizem versões reais de seus usuários. Ademais, compete ao Ministério da Educação, junto com as escolas, promoverem conversas com os estudantes sobre a valorização da identidade fisionômica. Desse modo, será possível garantir que a beleza, como no mito de Narciso, torne-se cada vez mais autêntica.