A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 20/08/2021
Na música “Jealously, jealously”, da cantora pop Olivia Rodrigo, a artista explícita o sentimento de frustração ao se comparar com as fotos das mídias sociais, em que ela diz haver vidas e corpos perfeitos e gostaria de ser igual. Similarmente, nota-se que a manipulação de imagem nas redes sociais é um entrave atual e traz malefícios à saúde mental de muitas pessoas, devido ao padrão de beleza inatingível que surge com ela. Desse modo, fazem-se necessárias medidas que contornem esta problemática.
Nesse cenário, primeiramente, com o surgimento das redes sociais de compartilhamento de fotos, a modificação da imagem ganha foco. Nesse sentido, segundo a teoria do sociólogo Jean Baudrillard, muitas vezes a representação de algo é posta como uma coisa muito melhor que a própria realidade. Nessa ideia, por exemplo na internet, as pessoas buscam sempre o melhor angulo, filtros e distorcer a imagem, na tentativa de tornar ela perfeita perante a sociedade. Logo, a manipulação da imagem é prejudicial, uma vez que ela representa uma “perfeição” irreal.
Ademais, a ideia de um padrão de beleza “algoritmizado” afeta à saúde mental e física de quem o busca. Nessa ótica, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 10% dos jovens brasileiros sofrem de distúrbios alimentares. Assim, percebe-se que a pressão estética adoece as pessoas, uma vez que para tentar atingir um padrão de beleza midiático, muitas pessoas se privam de comer, pois se veem muito distante do “corpo ideal”. Dessa forma, é fundamental ir contra a ditadura da beleza.
Urgem, portanto, medidas para combater os malefícios desse entrave. Para tanto, cabe ao Ministério da Saúde, fazer campanhas nas redes sociais, que promovem a admiração da imagem real das pessoas, para que a beleza natural seja valorizada. Simultaneamente, cabe ao governo, órgão responsável pela ordem social, com o SUS, tratar das pessoas que sofrem com transtornos alimentares, por meio da disponibilização de consultas com profissionais de saúde especializados nessa área. Dessa forma, com essas ações aos poucos dados como o da OMS serão revertidos.