A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 21/07/2021

A Dismorfia corporal é um transtorno psicológico que faz com que uma pessoa sobrevalorize imperfeições ínfimas ou chegue a imaginar esses “defeitos”. No Brasil, conforme as mudanças de imagem nas mídias sociais entram em questões quanto aos seus malefícios. Nesse contexto, é coerente citar que a exposição e o enaltecimento de padrões de beleza inalcançáveis ​​e a propagação de cirurgias plásticas influenciam diretamente no desenvolvimento de transtornos e distúrbios.

Em primeira análise, é de extrema necessidade assinalar que a exposição de padrões de beleza inalcançáveis ​​pode desencadear distúrbios alimentares e outros problemas envolvendo a auto-aceitação. Na obra cinematográfica “O Mínimo para viver”, disponível no netflix, retrata os danos que uma anorexia causa no indivíduo, no filme a jovem Ellen luta contra essa doença psiquiátrica e após ser internada em uma casa de reabilitação, após inúmeros altos e baixos , contornar esse problema que estava ceifando a sua vida aos poucos. Infelizmente, essa é a realidade de muitos jovens, que na busca do corpo ideal, corpo propagado e enaltecido nas redes sociais, acabam por desenvolver transtornos alimentares como o da jovem Ellen.

Além disso, é coerente expor que atualmente existem diversas maneiras de mudanças de imagem tanto virtualmente, por meio dos filtros, como por fisicamente, com cirurgias. Nesse sentido, é relevante pontuar que as cirurgias plásticas apresentam diversos malefícios à saúde, a busca constante pelo corpo ideal pode prejudicar fisicamente e psicologicamente qualquer indivíduo que se submed a qualquer intervenção extrema e desnecessária apenas pelo ideal de corpo perfeito. Um caso que exemplifica as consequências dos procedimentos estéticos propagados midiaticamente, foi o caso da influenciadora digital Liliane Amorim, que, segundo G1, morreu após complicações da lipo led, procedimento estético que promete definição artificial do abdome.

Portanto, faz-se necessário que os veículos midiáticos, responsáveis ​​pela circulação de informação, juntamente com os influenciadores digitais proporcionam uma maior aceitação automática ea cultura de corpos reais, por meio de debates nas suas próprias redes sociais que têm o intuito de expor os malefícios das intervenções cirúrgicas desnecessárias e que desmitifiquem o ideal de corpo perfeito, um fim de que a sociedade civil se encontre mais consciente sobre essas consequências e que transtornos psicológicos como a dismorfia corporal sejam erradicados.