A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 22/07/2021
Por volta do século XX, com os avanços tecnologicos, a comunicação entre pessoas distantes tornou-se cada vez mais rápida e disseminada. Esse período ficou conhecido como Era da informação, a qual originou a rede social, que é mundo virtual em que as pessoas moldam e utilizam sua imagem para expor emoções. No entanto, essa manipulação da imagem nesse mundo causa dois efeitos maléficos à saúde metal do usuário, são eles: diminuição da autoestima e alienação do indivíduo para buscar padrões estéticos oferecidos por esse mundo
A princípio, em 2017 redes sociais como Snapchat e o Instagram disponibilizaram filtros faciais. Esses aplicativos são feitos para manipular a imagem do usuário, atráves do branqueamento da pele, da cor do olho, diminuição no volume corporal e a introdução de músculos. Nesse contexto, as distorções impactam diretamente na saúde mental do usuário, uma vez que o induz, por meio desses filtros, a modificar sua imagem. E como consequência disso, há a diminuição da autoestima do indivíduo que constrói um ser idelizado, o qual muitas vezes não é possível alcançar essa alteração proposta pelo aplicativo. Desse modo, a pessoa é afetada psicologicamente e constrói uma rejeição do seu “eu” real, e acaba vangloriando o seu “eu” virtual.
Ademais, o Habitus, proposto pelo filósofo Pierre Bordieu, é a interiorização do meio e, posteriormente, a exteriorização do interior. Para o escritor, o indivíduo irá absorver o que o ambiente ensinar para ele e, futuramente, irá pôr em prática o aprendizado. Nesse contexto, um usuário que acessa redes sociais toda hora encontrará centenas de imagens idelizadas com padrões estéticos predefinidos por aplicativos, de tal maneira que é levado a acreditar que deve ter aquele tipo de corpo ou rosto. Desse modo, essa pessoa interioriza esses conceitos estéticos e é alienada, a ponto de, ao exteriorizar o que aprendeu, querer modificar sua imagem pra se adequar a esses padrões vistos nesses meios de comunicação. E como consequência disso, a saúde mental do indivíduo é afetada pois acaba vivendo em busca de modificar o seu “eu” real.
É evidente, portanto, que a manipulação da imagem nas redes sociais afeta a saúde mental do indivíduo pois diminui a autoestima e cria uma alienação pra buscar padrões estéticos. Logo, as empresas responsáveis pela administração dos aplicativos de rede social, deve limitar a disponibilidade de ferramentes que provoquem alterações nas imagens dos usuários, e avisos para não utilizarem o aplicativo em excesso. Atráves da introdução de efeitos apenas lúdicos, como exemplo: orelha de cachorro e elefante, e não só estéticos. Para que o usuário não seja alienado a conceitos de beleza com o uso da rede social em excesso, e que a saúde mental junto com a autoestima não sejam afetados.