A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 02/08/2021

Corpo: real ou ideal?

A incessante busca pelo corpo perfeito é uma prática milenar datada largamente na história da Grécia Antiga,por meio do culto às estátuas esteticamente padronizadas.Entretanto, na sociedade contemporânea a situação torna-se ainda mais alarmante diante da possibilidade de manipular imagens por filtros nas redes sociais.A diferença entre os corpos ideais e reais incita a constante comparação física que,por sua vez, desencadeia um ciclo de insatisfação pessoal e aumento dos casos clínicos relacionados à  distúrbios de imagem.

A pressão social acerca do padrão de beleza,principalmente sobre o público feminino,acarretou o aumento descomunal do uso de filtros que mascarassem as imperfeições naturais do corpo humano.Outrossim,são propagadas,nas redes sociais, imagens irreais as quais o público se espelha.Tal comparação é amplamente abordada no afamado seriado da Netflix- Instantiable- em que a protagonista exibe sua insatisfação pessoal por não encaixar-se no ideal de perfeição imposto pela mídia.

O culto as imagens manipuladas impulsiona a rejeição do corpo natural e expansão dos distúrbios de imagem,dentre os quais é possível citar transtornos psiquiátricos como, a anorexia nervosa, ortorexia e bulimia. Não obstante, tais fatores acarretam a normalização e incentivo à intervenções estéticas extremas,procedimentos como aqueles  realizados e exibidos publicamente pela influenciadora digital Virgínia Fonseca.

Diante dos riscos da manipulação de imagens à saúde mental da sociedade,é de suma importância que o Ministério da Comunicação e  MEC-Ministério da Educação e Cultura- respectivamente, criem alertas acerca da alteração de imagens publicadas na internet e elaborem debates,em instituições pedagógicas,acerca da desconstrução dos padrões de beleza.A partir dessas iniciativas,projeta-se amenização dos danos mentais causados pelas distorções de imagem e estimulação à aceitação pessoal.