A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 03/08/2021

O Golpe da Maioridade foi uma forma de terminar com o Período Regencial e de dar início ao Segundo Reinado. No entanto, tal golpe colocou o príncipe de 14 anos no trono verde-amarelo e, a fim de legitimar a capacidade de Dom Pedro II de governar, o jovem teve a sua figura manipulada para parecer mais experiente. Nesse viés de transfiguração de imagem, torna-se inegável que a edição de fotos/ vídeos, nas mídias, tem raízes seculares e acarreta em ínfimos problemas psicológicos. Logo, a utilização de mecanismos cibernéticos para mudar a aparência deve ser alvo de políticas públicas.

Diante da manipulação da figura pública, os vestígios históricos são refletidos. Ou seja, usar uma imagem inverídica não é atitude atual, vale mencionar que o Stalin, líder da Rússia após a Revolução dos Sans-culottes, tentou “apagar” a existência de Trotsky ao “deletá-lo” em fotografias. Sob essa perspectiva, a deturpação da realidade foi intensificada com o aprimoramento tecnológico, uma vez que os novos aplicativos de edição de fotos, como o Photoshop,  facilitam o uso de filtros e o de recortes. Nesse prisma “photoshopado”, os indivíduos se tornam dependentes dos mecanismos modificadores de imagens nas redes cibernéticas e, devido a isso, urgem por intenvenção pública.

Outrossim, a saúde mental do povo verde-amarelo é deteriorada. Sob essa óptica de degradação psicológica, a população, ao observar a perfeita realidade virtual, tenta se encaixar em um padrão utópico e, infelizmente, é acometida com problemas psicológicos. Nesse contexto, cabe citar o caso da cantora Lia, do grupo ITZY, que recebeu uma série de críticas em relação ao seu corpo e, por causa  delas, passou por um processo de emagrecimento. Essa coação psicológica sofrida por Lia escancara os efeitos gerados pela manipulação de imagens em uma sociedade hiperconectada, a qual tenta colocar os padrões cibernéticos inalcançáveis em pessoas reais. Dessa maneira, é evidente os danos à saúde mental do indivíduo e a necessidade de saná-los.

Infere-se, pois, que há a manipulação de imagens, no mundo contemporâneo, além da urgência em atenuar os seus maléficos impactos. Posto isso, o Ministério da Educação, em parceria com a coordenação pedagógica das redes de ensino, deve inserir uma aula na Base Nacional Comum Curricular, com o fito de impossibilitar a perpetuação da transfiguração de aparência. Tal disciplina seria regida por um psicólogo e por um perito em tecnologia, no período vespertino, em um dia da semana, visando interromper o pensamento secular que-ainda- “corre” por entre os brasileiros.