A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 13/09/2021
Segundo Albert Einstein: “Tornou-se aterradoramente claro que a nossa tecnologia ultrapassou nossa humanidade”. Assim, refletindo na fala do físico, é possível perceber na contemporaneidade que os seres humanos já não conseguem em sua maioria dominar os avanços tecnológicos, mas sim ser dominados ou influenciados por ele. Desse modo, a manipulação de imagem nas tão populares redes sociais começam a se tornar nocivas a saúde, principalmente mental, de alguns cidadãos. À vista disso, a incompreensão do que realmente se trata o ser humano mais a ignorância de certos indivíduos corroboram para o avanço dessa mazela.
Isto posto, o roteirista italiano Federico Fellini dizia: “Aceita-me tal como sou. Só então poderemos descobrir um ao outro”. Dessa forma, fica claro a noção de que o “eu” vai muito além de filtros utilizados, fotos postadas e “imagens” construídas em redes sociais. Ademais, o ser humano e suas peculiaridades são uma soma de fatores e influências e não é apenas uma tendência tecnológica vigente que irá torna-lo mais simples ou complexo. Logo, entender isso é o primeiro passo para uma autoaceitação, também prevenindo uma série de problemas psicológicos como conflitos de identidade, uma vez que o cidadão começa a entender que nem tudo que se vê na internet se aplica a vida real.
Além disso, conforme Robert Bressom: “As civilizações acabam quando a ignorância se agrava”. Sendo assim, a ingenuidade das pessoas em achar que um filtro de imagem pode definir um ser humano é uma grave ameaça não só a si próprio e a sua saúde mais a todos aqueles que participam dessa mesma corrente, pois ao se popularizar tal prática efeitos de “rebanho” começam surgir, aumentando a adversidade a proporções coletivas. Consequentemente, isso é refletido na sociedade real, em que vários indivíduos desenvolvem depressão, ansiedade, transtornos alimentícios (bulimia e anorexia) devido a não se adequarem a visão de vida que é passada por esses influenciadores atrás desses irreais filtros de vida.
Portanto, para acabar com esse mal é necessário que os governos, especificamente os Ministérios da Educação, instruam a pulação a utilizar de forma correta e segura as redes sociais e sensibilizem os cidadãos a perceberem que nem tudo que é propagado na internet se aplica a vida real. Então, isso deve ocorrer por meio de palestras, publicidades e rodas de conversa que demonstrem as pessoas os perigos existentes na internet e os cuidados indispensáveis contra eles, além de incentivarem a ideia de que o ser humano vai muito além daquilo que ele “mostra” viver nas redes sociais. A fim de que assim a sociedade volte a dominar as tecnologias e não o contrário e que as pessoas entendam que a vida não é só uma página online.