A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 19/08/2021
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, com a ausência de mazelas e deletérios. No entanto, o que se observa na realidade contempoânea é justamente o contrário, no que concerne a manipulação execiva da própria imagem em redes sociais prejudicando, indubtavelmente, o bem-estar e o psicológico do indivíduo que vive a partir de uma realidade virtual distorcida, atendendo aos apelos de uma sociedade que cultua o belo e promove uma extrema exposição através do vício nocivo da manipulação da própria imagem. Esse cenário antagônico é fruto tanto da padronização irreal da beleza quanto da má influência midiática. Logo, faz-se imperiosa a análise de tal conjuntura com o intuito de mitigar os entraves para a resolução de tal problemática.
Em primeira análise, a padronização da beleza é uma das principais barreiras que instigam as pessoas, através da insatisfação com sua aparência, a manipular a própria imagem em busca do padrão. Segundo a psicóloga Pâmella Catherine, “Quanto mais somos expostos a uma imagem e traços, mas os vemos como os normais, como o padrão”, ou seja, aquilo que é bonito e inalcançável se torna o ‘normal’, o novo padrão. Sob essa óptica, o que é constatado nas redes sociais através do exagero no uso dos filtros virtuais destacando o desejo da perfeição, é um senso de estética e padronização de perfis que imitam as influenciadoras que estão mais em evidência.
Ademais, urge ressaltar que a má influência midiática representa um grande fator para a não aceitação da própria imagem. A maximização do belo e perfeito, propagado pelas mídias, ganha apoio em potencial, popularizando-se com a utilização exagerada de ferramentas como filtros embelezadores que evidenciam uma necessidade em apresentar uma aparência, distante da realidade, marcada pelo efeito computadorizado de medidas simétricas perfeitas para se destacar nas redes sociais.
Dessarte, é mister que medidas exequíveis sejam tomadas . Para isso, é necessário que Ministério das Comunicações - responsável pela liberação de verbas e gerenciamento de contratos publicitários firmados pelo Governo Federal - juntamente com o Conselho Federal de Psicologia do Brasil, realizem duplamente campanhas, através das redes sociais e das grandes mídias - como a internet e televisão - que alertem a sociedade sobre as consequências da manipulação da imagem e sobre os malefícios que tal ação causa em seu psicológico. Enquanto esse destinaria verbas necessárias para a criação de campanhas de televisão incentivando as grandes marcas de produtos à aderir a diversidade afastando-se do padrão, aquele se daria através de mini-vídeos divulgados nas redes sociais com informações sobre os entraves da ilusão de uma beleza irreal sobre o psicológico humano e oferecer ajuda de especialistas em autoconhecimento, para que haja esperança para realidade da obra de Thomas More.