A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 17/08/2021
Na série “Black Mirror”, o episódio queda livre, relata o compartilhamento de uma felicidade irreal e a necessidade de passar uma perfeição da autoimagem em busca de curtidas que avalia o individuo de modo que demostre sua importância na sociedade. Fora da ficção, a obra representada simbolicamente os efeitos que as redes sociais causam na saúde mental. Essa situação degradante tem como origem inegável a mentalidade capitalista, que influência no poder de compra e decisão. Assim, aprofundam essa vicissitude não só a objetificação dos seres como também a manipulação midiática que cerca o imaginário coletivo.
Em primeira análise, é importante notar que a objetificação do ser humano alicerça o consumismo de produtos para a auto validação da imagem. Isso ocorre porque, a uma necessidade de provar ser capaz diante de uma sociedade da espetacularização, pois os padrões de beleza, tornaram-se inatingíveis á medida que houve o avanço de cirurgias plásticas influenciados pelos filtros do Instagram. Como consequência dessa normalização, observa-se a criação de uma pressão estética afetando principalmente as mulheres, seja na saúde física quanto mental. Ilustra-se esse panorama, a fala da filósofa brasileira Viviane Mosé, “Hoje nós não temos uma valorização do corpo, temos uma valorização da imagem do corpo”. Assim, tal ideia é constantemente propagada no contexto do consumo.
Em segunda análise, a manipulação das mídias sociais e televisas potencializa o sentimento de descontentamento da autoimagem. Essa situação acontece porque o sistema econômico atual impõe padrões de comportamento que condizem com a sua lógica lucrativa, estabelecendo a necessidade de perfeição para ter reconhecimento social. Dessa forma, o belo se torna um requisito para aceitação na sociedade adoecendo a população. Esse pensamento é análogo ao apresentado pelo escritor Augusto Cury, na obra “Ditadura da Beleza” que retrata o cotidiano das mulheres que sofrem com a pressão estética influenciada pela mídia com o objetivo de conquistar corpos perfeitos, comprovando o benefício financeiro do capitalismo sob a estética.
Diante do exposto, é notório que a imagem padronizada do corpo é reflexo de uma sociedade espetacularizada. Sendo assim, para solucionar essa situação é necessário que o Governo Federal crie o Programa Nacional de Prevenção da Saúde Mental, que a partir do Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitário(CONAR), proporá um regulamento que evite a propagação de imagens manipuladas incitando a um padrão de beleza idealizado, a fim de preservar a objetificação do ser motivado pelas propagandas. Além disso, por meio do Ministério da Saúde, o Programa irá traçar diretrizes proporcionar atendimento gratuito com psicólogos.