A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 26/08/2021
Em sua obra “Mito da Caverna”, o filósofo Platão descreve que vivemos em um mundo rodeado de ilusões, e que em realidade somos orientados para tais comportamentos. De maneira análoga, no contexto atual, reflete-se esse mesmo pensamento na manipulação de imagens nas redes sociais que ocasiona malefícios à saúde mental. Todavia, o compartilhamento exagerado na mídia e a falsa percepção de uma rotina perfeita compactuam para agravar essa situação.
Nessa perspectiva, vale enfatizar que cada vez mais usuários compartilham suas vidas na internet. De acordo com o filósofo francês Pierre Lévy, toda tecnologia cria seus excluídos, nesse modo, na mídia a julgamentos e exclusão de usuários por suas publicações. Assim, muitos manipulam suas próprias imagens por uma necessidade inerente de pertencimento, o que ocasiona frustrações e problemas danosos à saúde mental - como a ansiedade.
Além disso, é válido analisar que os padrões que circulam nas mídias ditam esteriótipos perfeccionistas e de aparências inalcançáveis. Segundo o sociólogo Émile Durkheim, ao perseguir um plano inatingível, o indivíduo se condena à uma perpétua infelicidade. Assim, aqueles que buscam alcançar uma “vida perfeita” estipulada pela sociadade midiática, acabam se abalando pela inexistência da perfeição e desenvolvendo graves distúrbios psicólogicos.
Logo, é evidente que a manipulação das imagens nas redes sociais pode causar graves problemas à sanidade. Desse forma, é necessário que o Governo Federal - máximo Poder executivo - promova por meio dos canais de televisão campanhas a fim de incentivar uma maior aceitação pessoal e aumento da autoestima. Além disso, o Ministério da Saúde deve criar anúncios por intermédio da mídia com intuito de conscientizar os cidadãos do perigo causado nas próprias redes sociais. Assim, garantimos a não participação na concretização da obra “Alegoria da Caverna” de Platão.