A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 22/08/2021

Ao decorrer do tempo com o avanço da tecnologia e atualizações nas plataformas virtuais onde temos nossas redes sociais, há de fato uma corrida constante para a adequação a um novo padrão. A cada semana surge um filtro novo do Instagram fazendo apologia à traços cada vez mais finos, sutilmente embranquecendo os rostos,  uma nova “trend” do Tik-Tok, uma nova “estética” é criada para normalizar o novo, o moderno por trás das câmeras e aplicativos.

A cada minuto há uma nova pressão on-line para que você se encaixe, alcance os numero estimados, mude o seu visual, tudo para estar de acordo com a tendência atual.

Mas qual é o preço dessa corrida espacial para alcançar os padrões impostos em busca da perfeição virtual? Nas redes sociais só se vê o lado bom e superficial da realidade? Segundo uma pesquisa feita por uma ONG inglesa, consta que uma em cada três jovens na faixa de 11 a 21 anos, relataram que sua maior preocupação on-line era comparar sua vida com a de outras pessoas por meio de redes sociais; alegaram também que se preocupam como o seu psicológico é afetado no seu bem estar.

Entretanto, é de conhecimento do público de tais redes, tanto o entretenimento e informação rápida como benefícios, quanto devidas práticas que os próprios usuários aderem, como: incentivar a busca por um corpo perfeito, exaltando a magreza, procedimentos estéticos e dicas de como buscar essa perfeição inalcancavel ao seus nichos digitais. Portanto é de fato que essas práticas geram gatilhos prejudiciais à autoestima, assim sendo inevitavél a questão de comparação entre as pessoas.

Desta forma, racionalmente não há como extinguir a existência de uma rede social, uma vez que o público já conhece e se acostuma a usa-la. Como fez Donald Trump, ex presidente dos Estados Unidos, que “baniu” o uso do Tik-Tok no país, mas só fez com que passasem a usar o aplicativo ilegalmente. Mas sim a própria plataforma reconhecer o risco à saúde mental de seu público e limitar a rede social.

Como uma proposta que se foi levada a diante, não houve sucesso em cumpri-la, onde o Instagram restringiria filtros “muito plásticos” em que representassem uma mudança muito brusca na fisionomia de quem o usa. É de grande importância que reconheçam o risco psicológico para os usuários ao aderirem o costume de sempre usarem filtros para registrarem alguma selfie e realmente bani-los. Assim como os próprios usuários ao exporem e compartilharem suas vidas on-line, conscientizarem o próximo à levantar essa questão de que corpos não devem ser comparáveis, de que você não deve ser como os filtros te fazem ser e de que você não deve questionar sua própria realidade ao ver a do outro, enfim tornando um ambiente mais gentil, empático e solidário no mundo virtual.