A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 22/08/2021

Na contemporaneidade, muitas plataformas de redes sociais como o Snapchat e o Instagram têm disponibilizado filtros que modificam a aparência (geralmente adaptando-a a um padrão de beleza) de quem os usa em autorretratos. O uso da ferramenta gera problemas de autoestima em uma parcela de usuários das redes. Diante disso, observa-se que é importante a discussão sobre a manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental.

A busca por aceitação através das imagens alteradas é algo recorrente entre os utilizadores das plataformas.  Muitos dos usuários se permitem passar longos períodos entretendo-se com os filtros. A ferramenta, para eles, é divertida pois permite-os experimentar diferentes versões de seus rostos e corpos.

O compartilhamento dessas fotos, é uma forma de apagar a própria imagem e criar uma nova, que é como o usuário realmente queria ser. Entretanto, a autoestima é esquecida durante essa experiência, e a partir disso surgem os  problemas com a aparência física real. Uma das consequências do uso constante dos filtros é o transtorno dismórfico corporal - uma doença que envolve a obsessão por defeitos que a própria pessoa enxerga em si mesma.

Observa-se que tal cenário é maléfico para as pessoas que frequentam as redes. Diante disso, é notável a necessidade de medidas que visem combater os distúrbios causados pelo uso dos filtros. Uma solução seria que os responsáveis pelas plataformas inviabilizassem o uso de filtros que apresentem um padrão de beleza e, além disso, incentivassem movimentos que buscam motivar as pessoas a aceitarem a si mesmas como são.