A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 23/08/2021

A busca por padrões inalcançáveis

Em 2011, uma rede social chamada Snapchat, surgiu com uma ferramenta, até o momento, inofensiva para a incrementação em fotos e vídeos. Efeitos que a principio possuíam a função de diversão, como por exemplo a inclusão de orelhas de gatos e focinhos de cachorros em fotos e vídeos. Essa ferramenta sofreu um avança absurdo com a inclusão em outras redes sociais. Com avanço constante da tecnologia, o que tinha o objetivo de ser algo divertido, passou a ser usado para modificações faciais, visando a facilidade de com um único “clique”, fazer parte de um padrão de beleza, olhos claros, pele sem manchas, boca mais carnuda, afinação do nariz e chegando em situações mais preocupantes, proporcionando o branqueamento da pele. Hoje em dia, é comum a utilização dos filtros, que não passam de uma ferramenta de manipulação da imagem, porém seus malefícios são reais e dentre tantos, a Síndrome da decepção continuada é a amais evidente, estamos nos vendo com manipulações que não passam de nossos aparelhos de telefone e no momento de saída desse loca, nos deparamos com nós mesmos, sem manipulações para alcançar uma beleza padronizada.O consumo em massa pelos usuários gerá sentimentos com, comparação, insuficiência e até mesmo infelicidade. Precisamos relembrar que somos reais, com corpos e rostos reais, sem idealização de perfeição. Medidas como retirada de “likes”, exclusão de efeitos que incentivam procedimentos estéticos e realização de pesquisas continuas para compreender os usuários, buscando melhorias para alcançar autoestima e saúde mental.