A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 25/08/2021
A música “Desconstrução”, de Tiago Iorc, narra a história de uma menina vítima do excesso de exposição na “internet”. A obra acompanhada a decadência da garota desde o primeiro contato com as redes sociais até a depressão, abordando questões como a perda da singularidade no mundo virtual (dada pela padronização, principalmente corporal), a dramatização de eventos de rotina e, por último, sobre a superficialidade das pessoas. Todos esses pontos têm em comum tanto a causa inicial sendo a manipulação de imagem, quanto são causadores de doenças mentais, como a depressão e ansiedade.
Sob esse viés, uma padronização do que é considerado belo acarreta num deterioramento da originalidade de cada indivíduo. Essa uniformização desrespeita o preceito básico de que nenhum ser humano é igual ao outro, contudo dentro do “instagram”, por exemplo, as pessoas são magras, altas, atletas e entre outros, todas “perfeitas” e “felizes”, gerando grande sofrimento para quem tenta alcançar esse padrão inexistente.
Além disso, o usuário que já sofre com seu “corpo imperfeito”, logo se frustrará também com sua vida ao compara-la com os cotidianos exageradamente espetaculares publicados nas redes. Assim, segue um ciclo tóxico de comparação excessiva entre realidades distintas, tendo uma como real e a outra um recorte manipulado e embelezado por filtros. Ademais, simulação constante de felicidade não afeta apenas quem tem vidas ordinárias, mas também quem tem que manter o espetáculo sem poder se permitir ser humano, errar, ter seus defeitos e altos e baixos.
Nessa lógica, em meio a tantos “posts” percebe-se que a sociedade está ficando cada vez mais superficial, se importando apenas com aparências e com uma boa exibição, traçando uma similaridade com manequins.
Concluindo, como exposto, as redes socias são grandes agravadores de problemas psicológicos e para resolver esse impasse, é necessária a criação de um projeto de lei, pelo Ministério da Saúde, entregue à Câmara dos Deputados, no qual constará a obrigatoriedade das plataformas digitais, especialmente o “Instagram”, fornecerem, em suas plataformas, profissionais como psicólogos, terapeutas e etc. Juntamente com ações do governo para conscientização da população sobre a importância do uso da “internet” com responsabilidade e que por meio de feiras culturais, independentes e anúncios em canais públicos seja exposto as más influências e inverdades contidas nas redes, espera-se que o povo brasileiro possa enfim trabalhar com a arte sem negligenciar a verdade, ter mais empatia e mais saúde mental.