A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 25/08/2021

Geralmente, a primeira coisa que se vê ao acordar é o celular, e com ele já na primeira hora do dia, abrimos as redes sociais. Entretanto, muitas das vezes, fotos que esses aplicativos mostram de outras pessoas, fogem do natural e real, gerando uma impressão de fuga da realidade. Mas por que isso acontece e quais efeitos podem causar?

De acordo com o IBGE, 70% da população brasileira tem acesso à internet, além disso, o Brasil é o segundo país que mais ocupa tempo por dia na internet, estando online em média 9 horas e 29 minutos por dia, sendo que 40% deste tempo é utilizado em mídias sociais. São nelas que a imagem do belo e perfeito tem se popularizado ao longo dos anos,  filtros embelezadores que modificam a aparência das pessoas compondo feições dignas de modelos de capa de revista, justamente pelos efeitos computadorizado e medidas simétricas são utilizados para impressionar nas redes sociais. Sabe-se que muitas publicações reforçam o narcisismo, os padrões de vida, de consumo e o status, de forma que têm contribuído com o aumento da “perfeição” sempre reinar, nesses lugares.

Esse tipo de conteúdo publicado e consumido pelos usuários é ainda mais impactante na saúde mental. Vale ressaltar também a exposição dos indivíduos ao cyberbullyng, uma prática que se multiplicou nas mídias sociais. O anonimato e a falta de privacidade e de segurança contribuem para a disseminação da violência, o que afeta a saúde mental do indivíduo atingido. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), pelo menos 350 milhões de pessoas no mundo vivem com depressão. Esse número já torna a saúde mental uma prioridade de saúde pública.

Fica claro que a popularidade de filtros vem da crescente pressão em ditar o que é belo.  Assim, o Ministério da Saúde, em parceria com as empresas privadas de comunicação, deve realizar em suas mídias lives com psicólogos, explicando os malefícios da alteração da própria imagem a fim de que os usuários estejam cientes das consequências psicológicas que tal escolha possa causar.