A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 27/08/2021
No trecho da música “Jealousy”, da cantora Olivia Rodrigo, ela diz “Eu quero jogar meu celular do outro lado da sala porque tudo que vejo são garotas boas demais para ser verdade”. Nessa perspectiva, é possível notar que tal premissa se faz presente no cenário brasileiro atual uma vez que a manipulação de imagem na internet contribui para males causados à saúde mental. Portanto, é necessário medidas para que esse problema seja resolvido, que dentre as principais causas está a grande popularidade de cirurgias plásticas e a influência da mídia.
Sob essa perspectiva, convém enfatizar que a popularidade de cirurgias plásticas favorece em problemas relacionados à saúde mental. Segundo o ISAPS (Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética) o Brasil é o país que mais realiza cirurgia plástica e a procura por procedimentos estéticos foi de 50% no início de 2021. Nessa óptica, é notório que essa área da medicina busca aperfeiçoar os pacientes, entretanto, a imposição de um padrão de beleza afeta a mentalidade das pessoas ainda mais daqueles que são considerados fora dos padrões ou que se sentem insatisfeitos com seus corpos.
Outrossim, a influência midiática é outro fator que agrava esse impasse, um exemplo disso foi a campanha publicitária (saia) de produtos light da marca “Batavo”, na qual aparenta ser destinada à mulheres magras ou que pretendem ser magras, ou também em comerciais televisivos de cerveja, onde sempre há modelos magras e malhadas. É perceptível que a mídia tem preferências em apenas um tipo de corpo e ele não é o gordo ou o muito magro. Portanto é necessário que as fontes midiáticas mudem seu comportamento.
Fica evidente que as cirurgias plásticas e a influência da mídia contribuem nas complicações da saúde mental relacionadas à distorção de imagem. Para tanto, a mídia - grande setor de informações e grande condutora na formação de opiniões - deve promover campanhas publicitárias em comerciais da televisão e meios digitais com a finalidade de desconstrução do que é o “corpo padrão”. Juntamente com a mídia, cabe também ao Ministério da Educação - órgão responsável pela educação no país - promover palestras sobre a influência da mídia e cirurgias plásticas em questões relacionadas ao corpo e psicólogos, para o auxíliio em questões da mentalidade, para que as crianças e adolescentes não se sintam afetados ou influenciados por nenhum meio midiático. Dessa maneira, a finalidade disso é diminuir o impacto da manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental. Feito isso, o percentual da busca por procedimentos diminuirá de forma significativa.