A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 12/09/2021
A Constituição Federal de 1988, documento mais importante do país, prevê, em seu artigo 6º, o direito à saúde e ao bem estar como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado adequadamente na prática quando se observa os malefícios à saúde mental pela manipulação de imagem nas redes sociais, dificultando, desse modo, a universalização desse direito social crucial. Diante dessa perspectiva, cabe avaliar os fatores que favorecem esse quadro.
Em primeiro lugar, é importante considerar o fator grupal. Conforme o pensador Jurgen Habermas, a razão comunicativa – ou seja, o diálogo – constitui etapa fundamental do desenvolvimento social. Segundo o jornal britânico BBC nos últimos anos houve uma crescente demanda por cirurgias plásticas em razão das imperfeições vista nas câmeras. Nesse ínterim, a falta de estímulo ao debate a respeito da influência das redes digitais na autoimagem, todavia, coíbe o poder transformador da deliberação e, consequentemente, aumenta vertiginosamente os quadros de depressão e ansiedade por não se encaixar em um padrão estético. Destarte, discorrer criticamente a problemática é o primeiro passo para consolidação do progresso sociocultural habermaseano.
Outrossim, a omissão da mídia quanto a manipulação da imagem nas redes sociais ainda é um grande impasse para a resolução da problemática. Nesse viés, o filósofo Foucault defende que na sociedade pós-moderna, alguns temas são silenciados para que as estruturas de poder sejam mantidas. Por essa ótica, pode-se observar que a mídia, em vez de promover matérias que elevem o nível de informação da população sobre como não deixar ser influenciado pelas redes sociais quanto a autoimagem, acaba contribuindo com o aumento da falta de conhecimento da população sobre as consequências do problema, influenciando na consolidação do problema. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar
Entende-se, portanto, a temática como sendo um obstáculo intrínseco de raízes culturais e legislativas. Logo, a mídia, por intermédio de programas televisivos de grande audiência, irá discutir o assunto com psicólogos, com o objetivo de mostrar as reais consequências da manipulação da imagem por meio das redes sociais, apresentar a visão crítica e orientar os espectadores a respeito do impasse. Essa medida ocorrerá por meio da elaboração de um projeto estatal, em parceria com o Ministério das Comunicações. Em adição, trazer o assunto em salas de aulas, com professores de sociologia. Desse modo, a deliberação de Habermas será aplicada.