A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 01/09/2021

A constituição federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo sexto, o direito a saúde como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa o atual risco a saúde mental das pessoas por causa do elevado uso de filtros nas redes sociais. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.

Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater o risco a saúde mental gerada pelo uso de filtros. Nesse sentido, percebe-se uma grande contradição entre a constituição brasileira e o que é feito de fato na prática. Essa conjuntura, segundo o filósofo contradualista Jhon Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a saúde, o que infelizmente é evidente no país.

Ademais, é fundamental apontar o descaso da maioria dos pais com uso excessivo de redes sociais como impulsionador dos malefícios causados pela manipulação de imagem. Segundo os estudos feitos pela empresa de segurança virtual AVG, mostra-se que a cada quatro crianças com menos de dois anos idade, três delas possuem fotos online. Diante de tal exposto, é factível a percepção da falta de atenção que os pais dão a essas situações, causando cada vez mais problemas de saúde mental. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o governo, por intermédio de investimentos, lançe novas propagandas em todos os meios de comunicação para conscientizar os pais da importância de diminuir o uso de aparelhos eletrônicos pelos filhos, a fim de evitar problemas relacionados a manipulação da imagem nas redes sociais. Assim, se consolidará uma sociedade mais segura, onde o estado desempenha corretamente seu contrato social, tal como afirma Jhon Locke.