A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 02/09/2021

O filme “Nerve: um jogo sem regras” conta a história de VeeDeMarco, uma garota que vive uma aventura ao aceitar participar de um jogo online no qual os jogadores ganham dinheiro ao realizar desafios perigosos. Assim como no filme, as redes sociais influenciam as atitudes e pensamentos dos usuários através da manipulação de imagem. Devido à impressão de perfeição causada por essa distorção da realidade, os úsuários têm a saúde mental afetada por não se encaixarem nos padrões.

A priori, a sociedade sempre foi uma propagadora de padrões, na contemporaneidade, esses padrões devem estar presentes nas imagens que são publicadas nas redes sociais. Além disso, essas redes possuem filtros que melhoram a aparência física, trazendo um aspecto de “perfeição”, porém, na realidade essa ilusão digital gera frustação para os usuários levantados o número de pessoas com a saúde mental abalada. Assim, os usuários dos meios digitais para garantirem os conceitos de beleza impostos pela sociedade, manipulam suas publicações.

Outrossim, observa-se uma popularização de procedimentos cirúrgicos que alteram a aparência física das pessoas. De acordo com o levantamento da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS), em 2018 foram realizados no Brasil cerca de 1.498.327 cirurgias estéticas, o país lidera atualmente o topo da lista de países que mais realizam procedimentos estéticos, atrás vem dos Estados Unidos, Alemanha e Itália. Dessa forma, é possível observar a importância que a imagem física tem para os brasileiros e que ponto uma pessoa vai para se encaixar nesses parâmetros.

Diante do exposto, medidas devem ser tomadas para findar os efeitos causados ​​pela manipulação de imagens nas redes sociais. Primeiro, é preciso que a mídia, terceiro setor de influência, promova campanhas publicitárias nos canais digitais desconstruindo o conceito de imagem perfeita, para que mais pessoas entendam que não existe um padrão de perfeição e que não há necessidade de manipular sua imagem para se encaixar. Segundo, cabe ao Ministério da Saúde em conjunto com o Conselho Regional de Medicina (CRM) formular cartilhas de orientação para a população que deseja fazer uma cirurgia estética, uma reflexão do motivo de se fazer esse procedimento, por conseguinte, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto que a manipulação de imagens nas redes sociais gera.