A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 06/09/2021
Na Grécia Antiga, o conceito de beleza ideal era representado através do desenvolvimento das artes, especialmente retratado nas esculturas e pinturas. Atualmente, a noção de beleza migrou para o meio virtual, nas redes sociais, e se difere do conceito da Grécia Antiga, sendo baseado no estereótipo do corpo que beira a uma perfeição irreal. Em consequência desse padrão muitas vezes inalcançável, a manipulação de imagens nas redes é normalizada, contribuindo com essa “beleza ideal”, gerando um ciclo, com grandes chances de ser prejudicial à estabilidade emocional dos usuários dessas mídias sociais.
Graças ao surgimento dos filtros e aplicativos de edição, postar uma foto do próprio corpo que esteja de acordo com o padrão ideal, tornou-se algo cotidiano e normalizado, mesmo distorcendo a realidade. Principalmente pela necessidade de um feedback positivo e instantâneo - os chamados “likes” - essa distorção de imagem é praticada e aceita, corroborando para cultura da pressão estética. Dessa forma, as consequências são danosas, justamente pela maioria das fotos compartilhadas não serem compatíveis com a realidade, criando uma falsa ideia de real, e deixando os usuários das redes se sentirem infelizes com seus próprios corpos. Assim, propensos a ter uma baixa autoestima e podendo até desenvolver doenças mentais como ansiedade e depressão.
Na internet, como tentativa de combater a pressão estética, são criadas campanhas e hashtags, como a #corposreais que exalta corpos sem filtro e sem edição, incentivando a libertação dos padrões. Nesse sentido, consequentemente ajudam a prevenir possíveis doenças mentais fruto das mídias sociais, impulsionando os usuários a vencerem inseguranças e a aprenderem a amar seus corpos, notando que corpos perfeitos não existem e que “imperfeições” não são defeitos.
Tendo em vista os aspectos observados, nota-se que é mister os governos mundiais e seus ministérios capacitarem psicólogos e médicos a assistir os transtornos provocados pelo uso das mídias sociais, com a finalidade de prevenir e tratar essas pessoas com distúrbios mentais. Ademais, faz-se necessário uma maior visibilidade para campanhas que informam sobre pressão estética e desmistificam o corpo perfeito e inalcançável, a fim de preservar a saúde mental.