A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 05/09/2021

Na série espanhola “Elite”, a personagem “Carla” é uma duquesa real que, por conta dos statos da familiar e em razão da alta influência midiática que a jovem possui, é obrigada a apresentar, o lado mais belo de seu corpo, rosto e patrimônio nas redes para estabelecer a representatividade da família real. Fora da ficção, essa realidade se reflete na popularidade dos filtros que alteram as características do usuário, perpetuando a beleza distorcida. Isso acontece não apenas porque a indústria da mídia promove protótipos irrealistas, mas também devido à normalização de procedimentos estéticos intrusivos, que em alguns casos são desnecessários.

Inicialmente, pode-se verificar que o número de brasileiros que usam a Internet para gerar renda, fama e prosperidade tem aumentado drasticamente ano a ano. Segundo o noticiário “BBC Português”, grande parte das pessoas com grande número de seguidores nos meios de comunicação utilizavam filtros disponibilizados pelas redes sociais para se “adaptarem” aos padrões de beleza e moda vigentes na época para chegar a protótipos irrealistas. Além disso, a mesma agência de mídia apontou que com o uso contínuo de filtros, os indivíduos tendem a desenvolver uma dependência emocional da autoimagem criada pelo fabricante das mesmas ferramentas. Assim sendo, a imposição de padrões americanos por meio da influência digital levou ao aumento do uso de filtros, o que gerou problemas psicológicos na autoimagem dos jovens para alcançar padrões impossíveis.

Ademais, a um sistema econômico que valoriza o capital em aliança com a mídia tem como consequência transformar a imagem do ambiente cibernético. Essa categoria de pensamento é produzido através do fascínio pela estética e transformando-a em mercadoria, sendo a Internet seu meio de difusão. Do sociólogo Émile Durkheim ilustra esse paradigma: “O homem não é apenas o formador da sociedade, ele é também o produto da sociedade”. Essa realidade pode ser abordada porque a sociedade a influência do individualismo e da mídia é uma reflexão do pensamento coletivo.

Portanto, é urgente acabar com a distorção da autoimagem da juventude causada pelo filtro “cibernético”. Por isso, o Ministério da Saúde, deve através de inspetores nacionais e psicoterapeutas, analisam e tratam de pessoas que podem desvalorizar sua imagem pelo uso excessivo de filtros, com o objetivo de melhorar a autoestima dessa nova era e diminuir os riscos de problemas psicológicos e aumentar auto-estima através do tratamento dado pelo governo. Esta opressão. Além disso, é necessário fiscalizar as propagandas divulgadas pelas grandes marcas, criando normas sobre os modelos a serem escolhidos, com o objetivo de fornecer uma maior representatividade, para que assim, a geração futura não sofra. Para que casos que nem o de ‘‘Carla’’ não aconteçam.