A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 03/09/2021
Segundo Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é característica da “modernidade líquida” vivida no século XX. À vista disso, os infortúnios provocados pela manipulação de imagens na internet à saúde mental da população, refletem essa realidade. A incúria do Estado e de muitos cidadãos favorece a formação de um quadro conturbado e excessivamente deletério à sociedade. Isto posto, faz-se impreterível a análise dos fatores que contribuem com esse quadro, bem como as diligências pertinentes à situação.
A princípio, é relevante revelar o desmazelo de grande parte dos pais em relação ao uso hiperbólico de mídias sociais por crianças e adolescentes. Por conseguinte, aponta-se tal fator como um expressivo impulsionador dos incovenientes causados pela modificação de imagens. Segundo os estudos realizados pela empresa de segurança virtual OSTEC, evidencia-se que a cada dez crianças com idade inferior a oito anos, sete delas possuem um alto fluxo de interação com fotos online alteradas. Perante o exposto, é conspícuo que a ausência de cuidados com a exposição das publicações no mundo virtual influenciam na perspectiva do que é considerado “bonito” ou “certo” por parte dos jovens, levando a um julgamento adverso que poderá resultar em sérios problemas psíquicos.
Ademais, é imperioso ressaltar a indiligência do Estado e a carestia de medidas governamentais para combater os riscos a saúde mental, estimulados pelo uso de filtros. Nessa perspectiva, depreende-se que a insuficiência de investimentos cria um quadro propício para afrontas do que é real na internet, como o comentado pelo terapeuta Rachel O’Neill, que afirma: “Padrões de beleza irracionais ou impossíveis criados pelo retoque de fotos podem resultar em sentimentos individuais de falha.”, explicitando, pois, que a criação de uma consternação devido ao problema é comum e extremamente injuriosa. Logo, é inconcebível que esse cenário continue a perdurar.
Em suma, entende-se que o combate à liquidez citada inicialmente, a fim de conter o avanço dos malefícios pela manipulação de imagens, deve tornar-se efetivo, uma vez que é alarmante o desapreço atual em relação à questão. Sendo assim, desde que haja parceria entre governo, comunidade e família, será possível amenizar o problema em questão, construindo uma sociedade mais fiel aos ideais da constituição. Dessarte, o Ministério da Educação em conjunto com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações deve ministrar palestras elucidativas à população que abordem a importância de filtrar o que se é veiculado e visto nas redes sociais. Simultaneamente, o Ministério da Saúde deve fomentar o tratamento gratuito de problemas relacionadas ao bem-estar psicológico, atráves de campanhas e propagandas que ressaltem a importância do acompanhamento psiquiátrico.