A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 05/09/2021

No seriado sueco “Young Royals”, é abordado a vida do príncipe da Suécia, e sua nova vida se mudando para um internato. A família real retratada pela plataforma de filmes “Netflix”, mostra ao público uma imagem perfeita. Atualmente essa aparência é muito divulgada por meio das redes sociais, onde influeciadores estão sempre exibindo uma vida sem problemas e corpos padronizados. Características que podem afetar a saúde mental de seus seguidores, já que maior parte dos utilizadores dos meios de comunicação são adolescentes.

Convém ressaltar, em primeiro plano, que nenhum ser humano possui uma vida sem preocupações mas isso é uma aspecto que a mídia do século XXI apresenta, por meio de comerciais de margarina, ou por meio dos aplicativos de compartilhamento de informações. “A fama e a tranquilidade nunca podem ser companheiras”, dizia o filósofo francês, Michel de Montaigne, porque quando um cidadão se expõe em uma rede, ele acaba se expondo a comentários maldosos e outras consequências que afetam sua vida pessoal, por isso essa manifestação de alguém sem empecilhos não se enquadra na realidade, mas isso pode ter uma consequência nos utilizadores de plataformas digitais que podem entender essa farsa como algo concreto, e isso pode desencadear problemas mentais como ansiedade por não alcançar o objetivo de ter uma vivência sempre feliz.

Além disso, ainda existe a falsificação de uma forma corporal perfeita, algo que muitas celebridades alcançam por meio dos filtros de aplicativo ou até mesmo a plástica, apresentando figuras que contribuem para os padrões de beleza. Na obra cinemática “O mínimo para viver” é representado as vivências de uma adolescente com anorexia que será internada para tratar sua doença, patologia que é uma consequência dos parâmetros exigidos por uma sociedade que impõe sobre o indivíduo uma forma de ser, mesmo sabendo que todos os corpos e mentes são diferentes. O público jovem utilizador das redes sociais são vítimas de influeciadores que ganham fama por promover uma aparência muitas vezes inatingível sem a utilização de procedimentos estéticos.

Destarte, assim como o povo colabora para a implementação dessas características padronizadas, também devem ajudar a quebrar isso, pois o público mais prejudicado é o jovem, que possuem índices cada vez maiores de doenças mentais. Uma forma de mudar isso seria que os produtores de conteúdo digital também se mostrassem vulneráveis para assim se mostrarem mais humanos. Juntamente disso, a divulgação de figuras corporais normais, como estrias, ajudariam os adolescentes a conseguirem aceitar que não existe realmente um corpo que se deve seguir. Com essas mudanças as redes sociais podem se tornar lugares mais realistas e acolhedores de aspectos diferentes do padrão.